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Sobre o 3Dvarius, um violino de plástico integralmente impresso em 3D, num total de 30 mil camadas


Laurent Bernadac toca num violino não de madeira, mas de plástico. É uma invenção em nome próprio, com 30 mil camadas de plástico – um instrumento impresso em 3D.

Os críticos têm questionado o som que emite, mas o instrumento pode ajudar músicos e compositores a ultrapassar fronteiras criativas: “Este violino bizarro chama-se 3Dvarius, porque é impresso em 3D, com 30 mil camadas, em 24 horas. É impresso numa única peça. É um violino muito leve, muito confortável, com um som cheio e claro”, explica Laurent Bernadac.


Já foram vendidos 100 exemplares em toda a Europa. Bernadac concentra-se agora no mercado norte-americano. O inventor espera que o instrumento ajude os violinistas a criar novos sons e a desenvolver novas técnicas. O 3Dvarius custa 7000 euros.


Fonte: Euronews

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A polimerização do violino acontece por cura UV

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Sobre as semelhanças e diferenças de pesquisar engª química em português ou inglês, e em Portugal ou no Brasil



Movido por uma curiosidade de perceber se existem diferenças significativas na divulgação de engenharia química em Portugal e no Brasil, e ainda em língua portuguesa vs. língua inglesa, realizei um pequeno estudo que, sem ter ambição de constituir uma análise rigorosa, poderá pelo menos dar pistas sobre a referida temática da divulgação da engenharia química, incluindo o modo como alguns termos técnicos estão mais disseminados que outros.

Em termos de método, o estudo realizado compreendeu a pesquisa na versão portuguesa do motor de busca Google para os termos em português e em inglês, e ainda a pesquisa no versão brasileira do mesmo motor de busca, para comparar resultados entre Portugal e Brasil. Em cada estudo, um conjunto fixo de termos foi pesquisado, e os resultados apresentados foram normalizados pelo total de resultados devolvidos pelo Google para o conjunto total de termos.



  • Engª Química vs. outras atividades profissionais
Começando por uma análise ao volume de resultados obtidos no Google para o termo "engenharia química", a figura abaixo permite as seguintes conclusões:
  1. Das 14 expressões/palavras estudadas, "engenharia química" foi a 2ª pior, apenas ganhando a advocacia em volume de resultados.
  2. As palavras "engenharia" e "química" têm individualmente bastante mais resultados que "engenharia química" e equiparam-se ao termo "arquitetura".
  3. A palavra que lidera em volume de resultados é "medicina", seguida de "economia" e depois por "informática" e "história"




  • Engª Química em Portugal vs. Engª Química no Brasil
Procurando perceber se existem diferenças regionais nos resultados devolvidos pelo Google, realizaram-se pesquisas dos termos acima em São Paulo (Brasil) e em Aveiro (Portugal), apresentando-se abaixo os resultados obtidos.

Surpreendentemente, as diferenças regionais entre Portugal e Brasil nos resultados obtidos não produzem diferenças significativas no perfil de distribuição do volume de resultados, indicando que , no universo da internet em língua portuguesa, o volume de resultados sobre "engenharia química" é bastante reduzido face a outras atividades profissionais.



  • Engª Química em português vs. Engª Química em inglês
Procurando perceber se existem diferenças culturais nos resultados devolvidos pelo Google quando pesquisados em línguas diferentes, nomeadamente português e inglês, os resultados obtidos são mais distintos entre si do que para o caso Portugal-Brasil:
  1. Em língua inglesa, "engenharia química" já aparece mais no mapa, embora ocupe a última posição em termos de volume de resultados;
  2. "Engenharia química" aparece mais próximo da "química" do que de "engenharia";
  3. A palavra "história" passa a ser a devolve mais resultados, seguida de educação e advocacia (law) e "construção civil;
  4. A palavra "medicina", líder em língua portuguesa, tem em inglês um destaque inferior a arquitetura e a engenharia;
  5. A palavra "economia" tem praticamente os mesmos resultados que "Química";
  6. A palavra "mecânica" ocupa uma posição ainda menos significativa em inglês do que em português.



  • Volumes de resultados em português ou em inglês:



Finalmente, eliminemos a normalização dos resultados e prestemos atenção à riqueza dos resultados, traduzida pelo volume de resultados obtidos quando se pesquisa em Portugal ou no Brasil, mas sobretudo quando se pesquisa em português ou em inglês.

Os resultados obtidos mostram que apesar de não existirem diferenças no volume total de resultados devolvidos pelo Google (para os termos estudados) entre Portugal e Brasil, o volume de resultados especificamente de engª química no Brasil é 5% superior face a Portugal.

A grande surpresa (ou não) surge quando a pesquisa é feita em português ou em inglês. O volume total de resultados devolvidos pelo Google (para os termos estudados) em inglês e português é 8.5 vezes superior quando se pesquisa em língua inglesa. Pior ainda, a riqueza de resultados (em volume) quando se pesquisa "engenharia química" em inglês é 46.2 vezes superior à que se obtém em língua portuguesa. 

Pode-se concluir então o seguinte:
  1. O Brasil encontra-se ligeiramente melhor da divulgação de engª química do que Portugal
  2. A língua portuguesa é um meio incomparavelmente mais pobre na publicação de conteúdos de engª química face à língua inglesa, para o qual certamente contribui o facto de que a quase totalidade das publicação científica a nível mundial ser feito em língua inglesa.
  3. De um ponto de vista pragmático, o esforço de pesquisar conteúdos de engenharia química em língua inglesa compensa bastante face a fazê-lo em língua portuguesa.

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Agradecimento especial : Paulo Roberto Toledo, pelas pesquisas no Google Brasil.

Sobre o desafio de bombear água para o topo de arranha-céus, e as semelhanças com o arrojado sistema vascular das girafas



A construção de arranha-céus é sem dúvida um enorme desafio para a engenharia civil, mas também para outras engenharias, como a engenharia química.

Basta para isso pensar-se nos sistemas de bombagem de agua até ao topo de estruturas que hoje são pensadas para alcançarem até 800 metros de altura. A temática de projeto de bombas é abordada no cursos de engenharia, mas os exemplos pedagógicos dificilmente se equiparam a casos extremos como aqueles representados pelo abastecimento de água nos arranha céus.

Não fujamos ao brainstorming: se tivesse de conceber num sistema para abastecer água em condições semelhante ao piso 1 (situado a poucos metros de altitude) e ao piso 160 (localizado várias centenas de metros acima), qual a maneira mais económica e técnica viável para o fazer?

Se pensou numa potentíssima bomba a enviar verticalmente água por uma canalização, então pense numa alternativa: tal solução exige uma pressão demasiada elevada e o mais provável é a canalização explodir. 



Como fazem então? 
John Zwetts, engenheiro especialista neste tipo de matéria, explica no vídeo abaixo que a água é bombeada em etapas: numa primeira etapa desde o solo até ao piso 40, para um reservatório, e deste é rebombeada sucessivas vezes para reservatórios de 760 metros cúbicos distribuídos em pisos cada vez mais elevados até se chegar ao topo do edifício.




É a partir do topo que se dá então todo o abastecimento do edifício, através do aproveitamento da energia potencial de se ter água armazenada a tanta altitude. Assim, o abastecimento ocorre através de uma ramificação progressiva do sistema de canalização, o qual se torna cada vez mais complexo à medida que se aproxima do piso 0.




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Em jeito de conclusão, e tentando estabelecer a ponte com outras áreas de conhecimento e que idênticos princípios e desafios se aplicam, nomeadamente na biologia ou a medicina veterinária, o desafio de bombear água num arranha céus tem semelhanças com o problema de bombear sangue desde o coração de uma girafa até ao seus cérebro. Neste caso em particular, é conhecida a agravante de que a girafa pode oscilar a sua cabeça desde o topo (metros) até ao solo, e por isso possui a natureza dotou-a uma canalização especial, assente em válvulas na jugular, que corrigem o ganho de pressão quando tem a cabeça junto ao solo, evitando que tal movimento faça colapsar o seu sistema de abastecimento de sangue.



Sobre comunicar engenharia em Portugal, e o trabalho de casa que precisa de ser feito - Editorial (Janeiro 2016)




No passado mês de Outubro de 2016 teve lugar na delegação Norte da Ordem dos Engenheiros (OERN) uma conferência subordinada ao título Comunicar Engenharia.

Sumariamente, o convidado Carlos Magno chamou a atenção para os prós e contras da atual situação da engenharia portuguesa a nível da perceção pública, referindo que o engenheiro não granjeia  visibilidade como outras classes profissionais, mas isso confere-lhe ao mesmo tempo uma certa isenção e menor desgaste em relação à confusa realidade da comunicação social, onde muitas vezes todos falam e ninguém tem (derradeira) razão.

Magno profeticamente deixou o vaticínio de que o tempo do domínio da engenharia no panorama político e público está para chegar, depois de uma certa falência da disciplina de Economia nessa posição de destaque, bem como do Direito. Todavia, Magno chamou também a atenção para o modo como a terminologia da engenharia tem vindo a ser sequestrado por outras profissões, que a usam em termos como "engenharia financeira", aproveitando-se da utilidade e crédito dos seus significados.

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Desde já saudando esta iniciativa da OERN, na qualidade de editor deste blogue  e de engenheiro químico que ouviu na íntegra o debate, gostaria de tecer algumas considerações sobre a temática em questão.

Para começar, frisar que o BEQ encontra-se desde 2010 num esforço de divulgação engenharia química em língua portuguesa. Depois, referir que mais do que competir com outras profissões, a divulgação de engenharia química faz-se pela demarcação das fronteiras técnicas quando elas, existem, querendo com isto dizer que a melhoria da consciência e reconhecimento da engenharia portuguesa joga-se muito no entendimento das suas especialidades (química, mecânica, informática) , e ainda no aproveitamento das oportunidades noticiosas que vão surgindo para materializar a divulgação do saber técnico e a decifragem das implicações e razões de aspectos pertinentes para o cidadão comum, numa  linguagem que este possa perceber.

Como exemplo disto, chamo a atenção para o surto de Legionella em Portugal, ocorrido em 2014, que foi uma oportunidade perdida para a engenharia química portuguesa se revelar ao país, nomeadamente explicando pelo menos porque motivo as torres de refrigeração são propícias à disseminação de Legionella, de um ponto de vista técnico.

Antes de concluir, vou talvez um pouco mais longe, dizendo que as referidas oportunidades para a engenharia se afirmar jogam-se também na criação de interesse ou no estímulo à consciência coletiva pelas infraestruturas de engenharia que existem, nomeadamente fábricas e seus aspectos  (capacidade de produção, processos de produção, fluxos materiais inter-fábricas como no pólo Matosinhos-Estarreja). Por vezes, este trabalho passa por coisas tão simples e banais como comentar uma chaminé ou explicar o que são "aquelas torres com fogo nas refinarias".

Assim, conclui-se que a comunicação em engenharia, com destaque para a engenharia química, só será melhorada se existir um esforço contínuo de fazer emergir publicamente essas áreas enquanto realidade profissional e técnica, e ainda se tal esforço se fizer pela positiva mais do que pela exploração dos aspetos negativos como acidentes ou agressões ambientais.

Editor do BEQ.

Sobre a "Masterclass" do professor Augusto Mateus, em torno dos desafios de inovação, economia e desenvolvimento em Portugal





Convidado como orador na confereência do INEGI 2016, realizada em novembro de 2016, no Porto, e subordinada ao tema “Inovação de Base Tecnológica e Competitividade” ,  o catedrático e ex-ministro da economia Augusto Mateus realizou uma palestra sobre a inovação, economia e desenvolvimento em Portugal.

Em 50 minutos de grande objetivididade, capacidade de visão integrada sobre os fenómenos  e tendências tecnológicas, económicas e sociais, esta autêntica Masterclass permite a qualquer pessoa encarar de frente o tempo que vivemos e que vamos viver, nomeadamente ao nível dos desafiods industriais, políticos e sociais.

Apresenta-se de seguida uma síntese dos pontos abordados nesta intervenção:
  • Não devemos brincar à reindustrialização de Portugal, ou ao regresso à indústria do passado: "Não há a possibilidade de trazer Detroit para aquilo que foi" -  minuto 5 do vídeo;
  • Não há verdadeiro "Made in 1 país" - minuto 7;
  • Nos temos de hoje a economia não começa na existência de recursos, antes na existências de necessidades - minuto 9;
  • A diferenciação deve ser procurada onde ela é possível: "Não é possível diferenciar no ácido sulfúrico" - minuto 10;
  • A indústria deixou de ter as fronteiras clássicas, fundido-se com outros setores - minuto 13
  • A indústria opera hoje no muito grande (aerospacial) e no muito pequeno (nanotecnologia) - minuto 21
  • O séc. XX foi o século da vida, mas sabemos pouco sobre a 3ª idade - minuto 25;
  • Ter uma economia baseada no conhecimento trás problemas de desigualdade - minuto 27;
  • O estado estacionário na economia tem um sentido diferente do steady state termodinâmico - minuto 28;
  • A economia do futuro requer competências mais do que certificações - minuto 35;
  • Portugal deve ter uma política económica que bate certo com a política financeira, ao invés de só se preocupar com as finanças - minuto 43;




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Sobre Augusto Mateus:

Atualmente é Chairman e Presidente não executivo da Sociedade de Consultores Augusto Mateus & Associados, da qual foi fundador (1998) e seu Presidente Executivo até 2015. É licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF), da Universidade Técnica de Lisboa e pós-graduado pela Universidade de Paris X em Economia Internacional e Economia dos Recursos Humanos.

Professor Catedrático convidado do ISEG, onde lecionou entre 1972 e 2014, com responsabilidades docentes na área da Política Económica e Política Industrial e Competitividade, ao nível das licenciaturas e dos mestrados. Professor em Mestrados e cursos de pós graduação, no quadro de colaborações com outras instituições de ensino superior em Portugal e no estrangeiro.

Consultor de várias instituições e agências, nacionais e internacionais, e editor e membro de diversos conselhos editoriais de publicações técnicas especializadas, nacionais e estrangeiras, possui obra relevante obra relevante nos domínios da política económica, da política industrial e competitividade, da análise de conjuntura, da economia internacional, europeia e portuguesa, entre outros.

Exerceu os cargos de Secretário de Estado da Indústria e de Ministro da Economia entre 1995 e 1997.

Investigador e coordenador de múltiplos estudos nas áreas da prospetiva e análise macroeconómica, I&D e inovação, competitividade e estratégias empresariais, regiões, política de cidades e estratégias territoriais, infraestruturas, estratégias de eficiência coletiva, consumo, concorrência e distribuição, gestão pública e avaliação de programas e políticas públicas. Destacam-se enquanto áreas de experiência setorial relevantes: têxtil, vestuário e calçado, metalurgia e metalomecânica, automóvel, cultura e economia criativa, consumo e distribuição, saúde e indústria farmacêutica, habitat (cerâmica, construção, mobiliário). 

Sobre a venda do negócio de revestimentos da BASF à holandesa AkzoNobel, por 500 milhões de dólares




A holandesa AkzoNobel anunciou no final de 2016 a aquisição do negócio de revestimentos industriais da BASF por um montante de 500 milhões de dólares.

A transação inclui unidades industriais localizadas no Reino Unido e África do Sul, 400 colaboradores da BASF, tecnologias, patentes e marcas.

Para a BASF o negócio permite reestruturar as suas operações, desinvestindo numa área menos estratégica. Já para a AkzoNobel, o negócio permitirá fortalecer a posição da empresa no mercado mundial de revestimento de metais como aço e alumínio (coil coating). 

Em particular a Akzo Nobel espera com este negócio poder lançar novos produtos e soluções de manutenção voltadas, entre outros, para turbinas eólicas.

Fonte: Chem Info


Sobre a Megasus Horserunners, e a substituição das milenares ferraduras por calçado desportivo para cavalos



Há invenções que nos acompanham há milénios. e uma delas é a de se usar ferraduras nos cascos dos cavalos, prática que remonta aos anos 200 A.C., e à civilização grega [1]. O problema que a aplicação das ferraduras veio resolver ainda hoje se coloca, sendo este precisamente idêntico ao motivo pelo qual o homem utiliza calçado nos pés: proteger as patas dos animais, nomeadamente os cascos, de desgaste abrasivo, cortes, etc.

Embora para o leigo uma ferradura possa ser simbolicamente um objeto sem grande inovação, ao longo da história, e em virtude do papel histórico que os cavalos tiveram em termos económicos, logístico, bélicos e, mais recentemente, desportivos, não só o design destes utensílios (ver imagem abaixo) como os materiais possíveis de que são feitos (a saber couro, bronze, aço, alumínio) foram sofrendo evolução.


[1]


Assim, não é de espantar que a revolução industrial e o consequente surgimento da indústria química, a qual proporcionou novos materiais ao mundo, tenha também trazido inovações ao conceito, funcionalidade e materiais das ferraduras.

A este propósito, há que destacar um produto da marca Megasus, que dá pelo nome de Horserunners, e que abrem a porta ao calçado desportivo para cavalos nos mesmos termos em que os humanos os utilizam (ver imagem abaixo). As vantagens inerentes a este produto jogam-se a nível da simplificado método de aplicação em relação às ferraduras (que dependem de pregos metálicos), ao nível ortopédico (maior flexibilidade e liberdade de movimentos) e também em termos de peso (visto que os materiais poliméricos usados são menos densos em comparação com o metais. 

Em suma, não deixa de ser curioso verificar como a milenar prática de "calçar" os cavalos tem vindo a acompanhar a evolução dos tempos, usufruindo das possibilidades que a engenharia química abriu no domínio de novos materiais e design de produtos.



Fonte:  Dressage Today + The Farrier Guide Megasus




Sobre a participação da portuguesa CUF num projeto de reabilitação de animais marinhos






A Universidade de Aveiro (UA) e a CUF – Consultadoria e Serviços, SA. formalizaram uma parceria com vista ao apoio, por parte da CUF, da atividade do ECOMARE – Laboratório para a Inovação e Sustentabilidade dos Recursos Biológicos Marinhos. Na assinatura do protocolo, na manhã do dia 20 de dezembro [2016], na UA, estiveram o Vice-reitor José Fernando Mendes e o diretor de projetos da CUF, Diogo Almeida Santos.

Como produtor industrial químico de excelência, designadamente de cloro com recurso a tecnologia mais sustentável, eficiente e ambientalmente recomendável, a CUF compromete-se a entregar até 4 mil litros/ano de hipoclorito para uso nas instalações do ECOMARE e tanques de reabilitação, procedendo à sua entrega, no edifício do ECOMARE, em contentores específicos para o efeito, que disponibilizará.

Recorde-se que o ECOMARE, criado pela UA no âmbito da sua ação de promotor da investigação e disseminação da economia do mar, dedica-se às questões do mar e identifica-se como projeto âncora do Programa de Ação do Cluster do Conhecimento e da Economia do Mar.

O ECOMARE, localizado junto ao Porto de Pesca Costeira, integra o Centro de Extensão e de Pesquisa Ambiental e Marinha, cuja atividade abrange as áreas da Biotecnologia Marinha, Ecologia, Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas, Oceanografia, Geologia e Geofísica, Engenharia Naval, Aplicações Robóticas Navais ou Engenharia Costeira, Energia off-shore, e Estudos estratégicos para a avaliação de atividades económicas marítimas (ex.  aquicultura).

O ECOMARE integra ainda o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, cujo principal objetivo passa pelo resgate, reabilitação e devolução à natureza de animais marinhos, nomeadamente aves, répteis e mamíferos marinhos, bem como pelo desenvolvimento de investigação científica nas áreas de ecologia populacional e saúde animal, contribuindo assim para as atividades de conservação, investigação e sensibilização ambiental para o meio marinho.

Fonte: Universidade de Aveiro


Sobre os desafios e oportunidades de digitalização da indústria química e farmacêutica, petrolífera e de gás natural

Um dos artigos mais pertinentes publicado na Harvard Business Review durante o ano de 2016, é assinado por Prashant Gandhi, Somesh Khanna, e Sree Ramaswam, e diz respeito ao grau digitalização de diferentes indústrias nos EUA, incluindo as áreas de química e farmacêutica, produção de bens básicos, mineração, e petrolífera e de gás natural.



A ideia geral que se pode extrair do artigo em questão, cujo título é "Which Industries Are the Most Digital (and Why)?", é que embora a digitalização trespasse os diferentes setores da economia, observam-se graus diferentes incorporação desta tendência. A liderança natural deste indicador é naturalmente da responsabilidade do setor de IT, seguido dos média,da finança e serviços profissionais, os quais apostaram de modo mais sofisticado nas soluções digitais do que o resto da economia.

O estudo contempla 3 vertentes:

  • ativos: nomeadamente computadores, servidores, redes e software;
  • utilização: nomeadamente práticas como pagamentos digitais, maketing digital, e gestão das operações e clientes por via digital (software);
  • trabalho: nomeadamente na utilização de recursos digitais com vista a alcançar inovação e ganhos de eficiência;
Como se pode observar no gráfico pelas regiões nº2 e nº4, as áreas de química e farmacêutica, produção de bens básicos, mineração, e petrolífera e de gás natural, encontram-se em processo de digitalização, com alguma vantagem para o setor petrolífero e de gás natural, Já a indústria química e farmacêutica pode ser considerado um na setor que estabelece a fronteira entre as áreas com maior ou menor grau de digitalização.

Sobre as previsões de crescimento de produção industrial nos EUA e Europa, para 2017




Depois de no ano de 2016 ter registado um crescimento da produção industrial nulo, 2017 antevê-se um ano para a Europa com crescimento positivo, mas de apenas 0.5%. O número contrasta com o valor de 3.5%, previsto para os EUA para o mesmo período. A diferença de desempenho prende-se principalmente com a vantagem competitiva que os EUA conquistaram nos últimos anos através da produção própria de gás.

De facto, os produtores europeus debatem-se com custos de energia e matérias-primas mais elevados que os produtores norte-americanos. Tome-se como exemplo o etileno, o qual é a principal matéria-prima da indústria química. Este produto custa nos EUA metade do que os preços praticados na Europa.

Fonte: C&EN
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