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Sobre o regime de operação isoperibólico e sua diferença face ao isotérmico ou adiabático, e o controlo de reações químicas com risco de run away


"Nas indústrias de química fina e farmacêutica, o reator semi-batch (SBR) é o tipo de reator mais comumente usado. Acresce a isto que, em reações que se antecipem altamente exotérmicas. o modo de operação isoperibólico é também o mais comum." (Fonte)

"Em sistemas reais, o aumento da temperatura é acompanhado por um aumento correspondente da pressão, o que pode levar a uma explosão (isto é, a um aumento descontrolado da pressão). No entanto, a análise de perfis de temperatura é suficiente para estudar o problema para reatores adiabáticos e isoperibólicos, enquanto que outros casos mais complexos requerem a adoção de métodos mais avançados. (Fonte)


  • O que é a operação isoperibólica e o que diferencia da operação isotérmica ou adiabática?

O regime isoperibólico caracteriza-se pela existência de uma temperatura constante na parede interna do reator (Tj, no esquema abaixo), isto é, a superfície que contacta com a mistura reacional. Neste sentido, trata-se de uma situação distinta da operação isotérmica, em que o que permanece constante é a temperatura do próprio sistema reacional (Tr, no esquema abaixo), para a qual a temperatura da parede acaba por ter de ser inferior ou igual à do próprio sistema reacional. Por último, o sistema isoperibólico é distinto também do adiabático na medida em que a parede interna do reator (Tr) não acompanha a subida da temperatura do próprio sistema reacional. 


Fonte: Sébastien Leveneur, Lamiae Vernieres-Hassimi, Tapio Salmi, Mass & energy balances coupling in chemical reactors for a better understanding of thermal safety, Education for Chemical Engineers, Volume 16, July 2016,


  • Em que contextos é o modo de operação isoperibólico relevante?



Pese embora o modo de operação isoperibólico poder servir para controlar sistemas reacionais exotérmicos, as reações conhecidas por runaway não se conseguem totalmente evitar. Para estas contribuem as taxas de alimentação excessivas, temperaturas inadequadas ou falhas no sistema de arrefecimento (jacket, camisa), irregularidades na agitação, entre outros. Este fenómeno tem o potencial de ser desastroso, colocando em risco os ativos de uma empresa, bem colocar em risco os recursos humanos. Por este motivo, a identificação e prevenção de reações de runaway merece muita atenção.

Enquanto critério útil para avaliação de risco de um dado processo, e mesmo para o projecto de um reator, a temperatura máxima de uma reação de síntese após uma falha no sistema de refrigeração (parâmetro conhecidos por MTSR) foi inicialmente proposto. 

Outros critérios e situações têm vindo a ser investigadas no sentido de se tentar minimizar os fenómenos de run away.

Fonte: Wenshuai Bai, Lin Hao, Zichao Guo, Yangyang Liu, Rui Wang, Hongyuan Wei, A new criterion to identify safe operating conditions for isoperibolic homogeneous semi-batch reactions, Chemical Engineering Journal, Volume 308, 15 January 2017, Pages 8-17,

Sobre tendências no mercado global de revestimentos inteligentes até 2024



De acordo com este relatório da Grand View Research, Inc, o mercado global de revestimentos inteligentes (smart coatings) deverá atingir 11.7 mil milhões de dólares até 2024, decorrentes do forte crescimento da procura nos setores militares, aeroespaciais, automotivos e de saúde.

O crescente âmbito de aplicação destes revestimentos é atribuído às propriedades superiores, incluindo auto-reparação (self-healing), auto-limpeza (self-cleaning) e ainda propriedades antimicrobianas.

No setor aeroespacial, por exemplo, os revestimentos inteligentes têm a capacidade de indicar danos nos motores; podem ser utilizados na forma compósita para reduzir o peso das aeronaves; etc.

Já no domínio militar, a crescente procura pela personalização dos produtos, envolvendo propriedades como a auto-reparação, inteligência artificial e capacidades sensoriais, impulsionará o crescimento da procura.

Outros segmentos-chave incluem a construção, saúde, marinha, onde as preocupações com bio-fouling, ataques microbianos, poderão constituir justificar o crescimento da procura, nomeadamente para mitigar os desafios associados à manutenção de bens.

Os principais participantes na indústria incluem a BASF SE, a DuPont, a 3M Company, a PPG Industries, a Dow Chemicals e a Dow Corning, entre outras. Nos últimos anos, as fusões e aquisições têm sido as principais estratégias de crescimento adotadas pelas principais empresas, com vista a fortalecer suas posições no mercado global.



  • Demonstração de propriedades de auto-reparação (Self-healing)





Sobre factos e números do panorama mundial em energias renováveis e veículos elétricos, no ano de 2016



ENERGIAS RENOVÁVEIS


  • Há três países - Dinamarca, Alemanha e Espanha - que se destacam politicamente (via incentivos e medidas)  no apontar do caminho e no iniciar uma mudança internacional no sentido das energias renováveis, com destaque para as de origem solar e eólica;
  • No ano de 2015, 146 países tinham em vigor programas de incentivo à mudança para energias renováveis.
  • O Reino Unido, a Itália e a China, juntamente com os estados norte-americanos dos Texas e da Califórnia, deram contributos importantes para a produção em massa de tecnologia solar, e permitiram as economias de escala que têm conduzido ao maciço aumento de capacidade renovável a nível global.
  • Entre 2006 e 2015, a capacidade mundial de energia eólica aumentou em 600 %, enquanto que a capacidade mundial de energia solar aumentou 3500 %.
  • De acordo com o  Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a Agência Bloomberg, a energia limpa justificou, em 2016, 55% da nova capacidade de geração de eletricidade instalada globalmente. Foi a primeira vez em que o contributo das renováveis superior o do carvão em acréscimos à rede elétrica a nível mundial.
Fonte: M. Ashby, Materials and Sustainable Development, 2015, 1st Ed, Elsevier


VEÍCULOS ELÉTRICOS


  • Em 2016, foram vendidos mais de 1 milhão de veículos elétricos, e as vendas continuam a exceder as projeções.
  • Alguns países têm sido decisivos para o para iniciar desta tendência: Noruega, Holanda, EUA (Califórnia) e, mais recentemente, a China.
  • Esta tendência vem atrás da da energia renovável, esperando-se no mercado de veículos elétricos um boom semelhante ao das renováveis. Os números de vendas atuais são já impressionantes, mas ainda não permitem uma transformação generalizada nos transportes.
  • Para que o mundo atinja o limite superior de 2 ° C estabelecido no Acordo de Paris (2015), metade de todos os veículos ligeiros em circulação terá de passar a ser elétrico até 2050. 
  • Para se atingir pelo menos a meta de 1,5 ° C, quase todos os veículos na estrada precisam  de passar a ter motor elétrico - e nenhum carro com motores de combustão interna deve ser vendido depois de aproximadamente 2035.
Fonte: M. Ashby, Materials and Sustainable Development, 2015, 1st Ed,

Sobre a empresa brasileira Garden Química, e o percurso da sua visionária fundadora Berenice Freire




  • A empresa 

"Com escritório comercial e fábrica na região de Guarulhos, Grande São Paulo, a Garden Química opera também nos segmentos de cuidados do lar e químicos industriais. A companhia dispõe de armazenagem verticalizada, logística integrada, frota própria e laboratórios para análises microbiológicas. Mas tudo começou em uma sala de apenas 12m2, quando Berenice Freire decidiu usar a experiência adquirida na área de vendas de produtos químicos para investir em um projeto de representação comercial, com perspectiva de se tornar uma fabricante de matérias-primas em longo prazo."

(...) "A partir da crescente demanda dos clientes, Freire investiu no aluguel de um galpão de 700 m2 e na compra de um reator. O primeiro faturamento anual da empresa foi de R$ 35 mil. Em 2016, a perspectiva é alcançar R$ 46 milhões.

Atualmente, Garden Química produz mais de 100 ingredientes e afirma estar entre as cinco principais fabricantes de quaternários de amônio do Brasil. A empresa está presente em todo o território nacional e planeja expandir as operações para a América Latina. "

(...) "No portfólio de clientes na área de cosméticos, estão empresas como Avon, Croda, Davene, Inoar e Phisalia."

Fonte: Brazil Beauty News


  • O percurso e a visão da fundadora

Berenice Freire é a fundadora 
e presidente da Garden Química

"No padrão familiar da época, a mulher vivia para ser dona de casa e cuidar dos filhos, não podia ter uma carreira profissional. Meu pai, caminhoneiro, era assim, muito conservador, não admitiria uma coisa dessas."

(...)"Meu primeiro emprego foi, ironicamente, em uma empresa química voltada para cosméticos que um amigo do meu pai gerenciava"

Um ano depois de ser contratada fui convidada por outra indústria química para uma vaga de vendedora. Iniciei nessa empresa em 1987 como auxiliar de vendas e em dois meses fui promovida para o cargo de vendedora interna. Após doze meses apenas me tornei vendedora externa e, em três anos, assumi a função de supervisora. Meu último cargo foi como coordenadora nacional de vendas.

Foi lá que aconteceu minha ascensão profissional ao longo dos 15 anos em que fui funcionária. A empresa me incentivou a iniciar meu primeiro curso universitário em química industrial. Fui a primeira da minha família a ter um diploma.

Eu, aos 28 anos, estudava aos sábados porque tinha dificuldade com exatas, mas, mesmo atrasada por conta do trabalho, não faltava às aulas durante a semana."

(...) "Foram quatro anos sem vida social, mas tenho muito orgulho quando penso no que vivi.

Ao concluir o curso universitário, decidi montar a minha empresa de representação comercial, a Garden Química, em 2003, e, finalmente, me tornei uma executiva de sucesso. Atualmente, comando uma equipe de mais de 80 colaboradores ao lado de meu sócio e marido, Waldir Freire."


Sobre um dispositivo membranar que purifica o ar e produz simultaneamente hidrogénio



Investigadores da Universidade de Antuérpia e KU Leuven conseguiram desenvolver um processo que purifica o ar e, ao mesmo tempo, gera energia. O dispositivo requer apenas ser exposto à luz para funcionar.

Segundo Sammy Verbruggen, docente envolvido neste trabalho, o dispositivo envolve duas câmaras separadas por uma membrana. O ar entra no equipamento e é purificado de um lado, enquanto que no outro hidrogénio gasoso é produzido a partir dos produtos de degradação. O hidrogénio pode então ser armazenado e usado mais tarde como combustível.

O ponto forte desta abordagem é a possibilidade de responder simultaneamente a duas grandes necessidades sociais: ar puro e produção de energia alternativa. A membrana é, a este respeito, o elemento chave, servindo de catalisador que permite produzir o hidrogénio gasosos e quebrar a poluição do ar. As mesmas tinham sido investigadas para extrair hidrogénio da água, tendo-se agora percebido que são ainda mais eficientes se usadas não é água mas com em ar poluído.


Sobre o potencial industrial da biorefinaria, o processo organosolv, e as oportunidades para a indústria de pasta e papel




"A conversão de biomassa por via de biorefinarias é atualmente encarada como uma alternativa potencial à atual dependência de recursos não-renováveis. A transição desde a "refinaria de petróleo" tradicional para a "bio-refinaria", baseada em biomassa lenhino-celulósica renovável, é crucial para se avançar rumo a uma economia mais amigável para com o meio ambiente (1). A biomassa lenhino-celulósica tem merecido mais atenção porque não compete com recursos alimentares e também por poder reduzir o dióxido de carbono na atmosfera em até 75%-100% (2).

A biorefinação é o processamento sustentável da biomassa no sentido da produção de um espetro de produtos comercializáveis (alimentos e ração, materiais e produtos químicos) e energia (combustíveis, energia e calor). A lógica da biorrefinaria é alcançar um fraccionamento apropriado do complexo material lenhino-celulósica, nos seus constituintes. 

A figura abaixo ilustra um esquema possível de biorrefinaria lenhino-celulósica."



É neste contexto que o processamento conhecido por organosolv merece destaque. "O primeiro estudo que utilizou solventes orgânicos em materiais lenhino-celulósica ocorreu em 1893, quando Klason utilizou etanol e ácido clorídrico para separar madeira nos seus componentes, com vista ao estudo da estrutura de lenhina e hidratos de carbono. Atualmente, o pré-tratamento com organosolv tem sido utilizado para a produção de lenhina e outros co-produtos potencialmente valiosos (por exemplo, acetona, butanol, biogás) (9-14)."

O tratamento com solventes orgânicos envolve o uso de um líquido orgânico e água, com ou sem adição de um agente catalisador (ácido ou base). Esta mistura parcialmente hidrolisa ligações de lenhina e ligações entre a lenhina e hidratos de carbono, resultando num resíduo sólido composto principalmente por celulose e alguma hemicelulose. O tratamento por Organosolv remove eficientemente a lenhina de materiais lenhino-celulósicos, mas a maior parte da hemicelulose açúcares são também solubilizados por arrasto."

Fonte: Dimitrios K. Sidiras and Ioanna S. Salapa, "Organosolv pretreatment as a major step of lignocellulosic biomass refining" in "Biorefinery I: Chemicals and Materials From Thermo-Chemical Biomass Conversion and Related Processes", Nicolas Abatzoglou, Université de Sherbrooke, Canada Sascha Kersten, University of Twente, The Netherlands Dietrich Meier, Thünen Institute of Wood Research, Germany Eds, ECI Symposium Series, (2015).

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Fábrica de pasta e papel da Suzano - Bahia (Brasil)


"A indústria de pasta e papel é a maior rede de recolha de biomassa não alimentar no mundo. Esta indústria compreende uma atividade madura que produz commodities de baixa margem, mas que tem a infraestrutura, a experiência e os recursos ideais para capitalizar o interesse estratégico em biorefinarias. Os líderes da indústria, investidores, políticos e outros começam agora a entender melhor o papel vital a ser desempenhado pelas biorrefinarias à medida que passamos de uma economia de energia baseada em combustíveis fósseis para uma baseada em biomassa. Quando bem localizada e operada, espera-se que o potencial de uma biorefinaria integrada seja enorme: uma oportunidade de negócio muito atraente e sinérgica tanto para as fábricas de pasta e papel existentes como para a própria atividade da biorefinação."

Fonte: Pratima Bajpai, Chapter 2 - Biorefinery Opportunities in the Pulp and Paper Industry*, In Biorefinery in the Pulp and Paper Industry, Academic Press, Boston, 2013, Pages 11-15,

Sobre a história da conservação de alimentos, e o papel do calor na extensão dos prazos de validade dos bens alimentares



"Para o Homem, a obtenção de alimentos, com abundância, teve que esperar até o início dos últimos 100 séculos, com a Revolução da Agricultura e o início da domesticação de animais destinados à alimentação.

Obter e conservar alimentos revelou-se, desde os primórdios do Homem, uma competição sem trégua contra outros homens, animais e, principalmente, contra os insetos e micro-organismos.

O trabalho e os riscos mortais de coletar ou caçar tinham que ser constantes, pois a estocagem, para tempos difíceis, era impossibilitada pela deterioração dos mesmos. Pela putrefação, vegetais e carcaças de animais, em pouco tempo, tornam-se impróprios para o consumo.

Certamente a atenção aos acasos tenha sido a fonte inaugural das tecnologias de preservação das proteínas: - os restos de peixes deixados nas praias, sobre as pedras aquecidas pelo sol e cobertas de sal, mostravam-se conservados e comestíveis por vários dias.



As carnes assadas sobre o calor e os vapores da lenha verde se conservavam por vários dias; muito mais tempo duravam se, ainda quentes, fossem imersas na gordura fundida e quente do próprio animal, contidas nas primeiras cerâmicas.

O calor, como ainda é até hoje, era a principal arma do homem, em sua competição por alimentos com as bactérias.

Durante a Revolução Industrial, na Inglaterra, foram desenvolvidos os alimentos enlatados, cozidos no interior das próprias latas, vedadas, por cerca de 30 minutos, em temperaturas que chegavam a 120 °C.

A descoberta do motivo pelo qual os alimentos se conservam em tais condições, se deve ao francês Louis Pasteur, (1822 - 1895), fundador da Ciência e prática da Microbiologia, que descobriu que a razão do apodrecimento dos alimentos, do "mistério" da fermentação e de grande parte das doenças, era a atividade de microorganismos.

Pelos estudos de Pasteur, a tecnologia da preservação de alimentos se firmou cientificamente: - a preservação destes era consequência da morte, ou suspensão da atividade vital, de micro-organismos como bactérias e fungos, seguida, obrigatoriamente, do impedimento de re-contaminação.

Prosseguindo em suas pesquisas, Pasteur desenvolveu uma tecnologia de eliminação de bactérias em alimentos líquidos tais como vinho, leite, cervejas, sucos e outros, que veio a ser denominada "pasteurização" e que consiste na elevação da temperatura dos líquidos, até cerca de 70 °C, seguido de rápido abaixamento da temperatura dos mesmos e, após isto, mantê-los em recipientes hermeticamente fechados, preferencialmente resfriados.



Pasteur desenvolveu a tecnologia da "pasteurização", com grande fundamentação científica, pressionado pelo governo francês, para resolver um gravíssimo problema económico da época: - a produção de vinhos, fundamental para a economia francesa, sofria com a fermentação acética.

Teria sido mais simples ferver os sucos das uvas antes do processo de vinificação, pois as pesquisas mostravam que a fermentação acética era totalmente eliminada pela fervura e, de fato, Pasteur experimentou este caminho, mas, as altas temperaturas da ebulição eliminavam todas as preciosas moléculas que faziam das uvas francesas aquelas que produziam os mais valiosos vinhos do mundo.

Pasteur buscou uma forma de fazer esta esterilização em temperatura mais baixa que o ponto de ebulição da água porque constatou que não é possível se obter vinhos de boa qualidade se, antes, os sucos das uvas são aquecidos até a temperatura de ebulição da água.

Desde o nascimento da maior arma que o homem já inventou contra as bactérias contaminantes de alimentos líquidos, aprendeu-se que os produtos pasteurizados sofrem perdas de componentes valiosos, por causa das altas temperaturas do processo.



O processo dominante, mundialmente, da preservação de leite, por ser rápido, seguro, automático e energeticamente económico, é a pasteurização.

Pasteurização não é esterilização; na pasteurização, são eliminados cerca de 99,5% dos micro-organismos contaminantes e o produto deve ser mantido refrigerado, o que gera custos elevados de transporte e estocagem. A esterilização térmica é uma evolução da pasteurização e no moderno processo "UHT - Ultra High Temperature" atinge até 140 °C; entretanto, as altas temperaturas do processo alteram profundamente os produtos naturais assim tratados, alterando-lhes cor, sabor e odor e destruindo seus princípios ativos naturais.

No caso do leite tratado pelo processo UHT, sua vida de prateleira dispensa refrigeração e é de mais de 120 dias; no entanto, o leite é tão descaracterizado que não se presta à produção de nenhum tipo de laticínio."

Sobre separações líquido-líquido usando sedimentadores por gravidade, e sua simulação em CFD



Misturador - Sedimentador construído 
pela empresa indiana Coroseal

A separação de dispersões líquido-líquido é encontrada numa gama diversa de processos tais como sistemas de reacção (por exemplo nitrações, sulfonações, etc.), petróleo / petroquímicos (por exemplo dessalinização, etc.) e aplicações hidrometalúrgicas (por exemplo, processos de extracção com solvente).

 A extração de solventes é amplamente utilizada em indústrias de processo hidrometalúrgico e químico. As operações hidrometalúrgicas envolvem extração líquido-líquido para a recuperação de metais de seus minérios. Vários equipamentos diferentes podem ser usados par ao efeito, tais como misturadores-sedimentadores, contatores de disco rotativo (RDC), contactores centrífugos, colunas com pulso, separadores horizontais de um ou dois estágios, etc. Tais processos requerem a separação das fases líquidas após o processo de extracção com solvente. Em sistemas misturar-sendimentador, o sedimentador ocupa a maior aprte do volume, levando à coalescência das gotas de líquido e, desejavelmente, à separação de fases.


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Para o projeto e operação ótimos de um sedimentador por gravidade contínuo, é importante ter uma visão sobre a interação dos fluxo convectivos, separação devido à flutuabilidade, coalescência binária e interfacial. Além disso, é essencial compreender os efeitos de parâmetros de projeto tais como o tamanho do sedimentador, a localização das entradas / saídas, os caudais, as propriedades físicas das fases e as peças de equipamento da unidade (defletores, placas, etc)


Torna-se portanto desejável modelar este equipamento e respetivo processo, podendo-se para o efeito usar Computational Fluid Dynamics (CFD). 

Foi isso que os investigadores indianos S.K. Panda, K.K. Singh, K.T. Shenoyb, e V.V. Buwarealziada realizaram recentemente (Chemical Engineering Journal 310 (2017) 120–133), validando experimentalmente um modelo para sedimentadores por gravidade criado no software open source OpenFOAM.

Sobre a indústria cerâmica portuguesa em 2016: subsetores, empresas, trabalhadores, e fatores de competitividade




"A indústria cerâmica teve como propósito inicial satisfazer as necessidades do setor da construção enquanto produtora de tijolos, telhas, soluções de pavimentação, revestimentos, louça sanitária e utensílios cerâmicos com fins de utilitários e decorativos. Contudo, com a evolução tecnológica e o desenvolvimento das funcionalidades da cerâmica foi possível identificar na mesma potencial de aplicabilidade eficiente noutros setores d e atividade industrial, designadamente: indústrias de aeronáutica, aerospacial, automóvel, química, mecânica, investigação médica, entre outros.

Atendendo ao seu processo de fabrico e às próprias matérias-primas, a cerâmica pode ainda ser classificada em terracota (argila cozida no forno), cerâmica vidrada (o exemplo mais comum, o azulejo), grés (cerâmica vidrada, por vezes pintada) e faiança (louça fina resultante de pasta porosa cozia a elevadas temperaturas)."


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  • Tecido Empresarial da Indústria Cerâmica Portuguesa:




"A Indústria Cerâmica portuguesa representa cerca de 0,5% do PIB, gerando 1,2% do volume de negócios da 
indústria transformadora nacional e é responsável por empregar cerca de 15.900 trabalhadores através de um total 
de 1.127 empresas. 

A indústria da cerâmica é, tradicionalmente, um setor capital intensivo. No entanto, dependendo das especificidades do processo produtivo é possível identificar subsetores de cerâmica que absorvem mais ou menos mão-de-obra. A Cerâmica Utilitária e Decorativa é o subsetor que emprega um maior número de colaboradores, tendo absorvido, em 2014, 53% do total de colaboradores da indústria de cerâmica nacional."

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  • Posicionamento da indústria cerâmica Portuguesa:
"Portugal é o país que, em termos absolutos, apresenta um menor volume de produção. No entanto, em termos de peso no seu PIB, o setor de cerâmica portuguesa assume um papel relevante na sua economia, evidenciando dinâmicas de concorrência distintas dependendo da conjugação subsetor-mercado. O posicionamento de cada país está muito dependente de fatores como a qualidade percebida, a notoriedade da marca, a identidade da própria indústria, que pode ser mais tradicional ou mais inovadora, o preço dos fatores de produção, destacando-se os combustíveis e energia, assim como a própria geografia, que pode ser ou não facilitadora dos transportes e logística."



Fonte: Capacitação da Indústria Cerâmica Portuguesa - Um Cluster, uma Estratégia, Mercados Prioritários, 2016, APICER

Sobre o Guia da Indústria Responsável, e uma maior simplificação e desburocratização da atividade industrial em Portugal




O SIR - Sistema de Indústria Responsável estabelece os procedimentos necessários ao acesso e exercício da atividade industrial, à instalação e exploração de Zonas Empresariais Responsáveis (ZER), bem como ao processo de acreditação de entidades no âmbito deste sistema.


Os seus principais objetivos são:


  • A prevenção dos riscos e inconvenientes resultantes da exploração dos estabelecimentos industriais, visando a salvaguarda da saúde pública e a dos trabalhadores, a segurança de pessoas e bens, a segurança e saúde nos locais de trabalho, a qualidade do ambiente e um correto ordenamento do território, num quadro de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade social das empresas;
  • A promoção da simplificação e desburocratização dos atos e procedimentos da Administração Pública, visando contribuir para dinamização e competitividade da indústria nacional, num quadro de políticas de desenvolvimento económico sustentável.
Fonte: IAPMEI

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O documento está disponível grátis online (aqui), e tem o seguinte índice:

  1. INTRODUÇÃO
  2. ENQUADRAMENTO NO SISTEMA DE INDÚSTRIA RESPONSÁVEL
  3. REQUISITOS TÉCNICOS RELACIONADOS COM A SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
  4. REQUISITOS DE EXPLORAÇÃO RELACIONADOS COM O AMBIENTE
  5. EQUIPAMENTOS SOB PRESSÃO E ARMAZENAGEM DE COMBUSTÍVEIS
  6. SEGURANÇA ALIMENTAR
  7. REQUISITOS ADMINISTRATIVOS
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