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Sobre a Bluemater, empresa do Porto que vai receber 2 M€ de fundos comunitários para tratar águas residuais com microalgas



A Bluemater tem a sua actividade principal no tratamento de águas potáveis e residuais, para os quais desenvolve e comercializa sistemas de última geração, prestando ainda serviços de assistência técnica e manutenção dos equipamentos instalados, de modo a garantir o seu correcto funcionamento.

Esta empresa do Porto vai receber 2,03 milhões de euros do programa de fundos comunitárias H2020. Tem um projecto "que agrega os componentes encontrados em águas residuais altamente concentradas para alimentar microalgas que crescem especialmente rápido por transformarem o amónio e os fosfatos em proteínas e outros materiais orgânicos". Há vários anos que esta companhia "tem vindo a desenvolver este conceito desafiador para o tornar num sistema comercial viável para o tratamento de águas residuais em aterros sanitários e na própria indústria".
Fonte: Jornal de Negócios


  • Tratamento de gases


A Bluemater  desenvolveu a TORRE BIOLÓGICA SYCONAIR, um novo método de tratamento biológico de gases industriais, que apresenta inúmeras vantagens em relação aos sistemas tradicionais de lavagem química: menores custos operacionais: maior rendimento, ausência de produtos químicos perigosos, sistema natural e amigo do ambiente. O sistema baseia-se na filtração biológica dos gases circulantes, através de um meio de enchimento orgânico e de irrigação com água, que promovem a fixação de um biofilme bacteriano com elevada capacidade de remoção dos poluentes gasosos.

A TORRE BIOLÓGICA SYCONAIR optimiza o rendimento, pela recriação de um filtro vertical e com condições óptimas para o biofilme filtrante. O resultado é uma torre compacta e eficiente, capaz de remover mais de 99% dos poluentes, como o amoníaco e o ácido sulfídrico. Usa meios filtrantes orgânicos que são subprodutos florestais ou agrícolas, como urze, casca de árvore ou fibra de coco, ou substratos sintéticos, como os BIOBLOCOS NATANTIA. É um sistema inovador da BLUEMATER e encontra-se em patenteação.

Sobre a produção de mel na perspetiva da engª química: estatísticas, análise ao processo, e inovações recentes


Embora seja atividade humana extremamente antiga (remonta a 7000 A.C.), a apicultura tal como a conhecemos (colmeias com módulos de recolha de mel) remonta ao início do séc. XIX. Trata-se de uma atividade industrial do setor alimentar com um caráter especial, visto que dependente de aspetos naturais (vegetais e animais) complexos, e com constantes de tempo próprias.

Em Portugal, e de acordo com dados de 2003, a média anual de produção de mel ronda as 11 mil toneladas, 25 milhões de euros de faturação, e abrange 28 mil apicultores. Os vários tipos de mel produzidos (rosmaninho, laranjeira, eucalipto, girassol, urze, rosas, etc.) variam em função das características e localização geográfica das plantas de onde é extraído o néctar e dos tipos das abelhas produtoras. 

No Brasil, a produção em 2013 foi de 35 mil toneladas, o que valeu ao país 12ª posição no ranking mundial de produção. Os estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais, têm-se destacado nesta atividade. 

No mundo, os principais produtores de mel a nível mundial, no ano de 2013, eram a China (466 mil toneladas), União Europeia (204 mil), Turquia (95 mil), Argentina (80 mil) e Ucrânia (74 mil).


  • O processo do mel:
Quando analisado de um ponto de vista da engª química, a produção de mel é um fenómeno com particularidades processuais interessantes e originais, sobretudo se contrastadas com as configurações  industriais mais habituais na indústria química.

Operação Unitária - Se entendido como uma operação unitária, a produção de mel pode ser equiparada a um sistema reacional onde a colmeia é o reator, as abelhas são o catalisador (não se consomem durante o processo e determinam a sua ocorrência e velocidade) e o pólen/néctar são os reagentes.

Modo de operação - Enquanto processo, a produção de mel obedece a algumas especificidades, desde logo porque a entrada de matérias-prima (pólen/néctar) ocorre em contínuo, sofrendo oscilações ao longo do ano devido ao ciclo de desenvolvimento vegetal impostos pelas estações do ano, pelas pragas vegetais e animais, e outros fatores.

Depois, outra grande especificidade é que as abelhas funcionam como catalisadores móveis que ativamente garantem por elas a captação das matéria-primas necessárias fora do equipamento onde ocorre a reação, e as transportam para o local da "reação" (colmeia).

Finalmente, e não menos interessante, a saída de produto ocorre de modo descontínuo, em ciclos (batch), e, de acordo com o estado da arte, é intensiva de trabalho humano. Tipicamente, cabe ao apicultor proceder à recolha do mel, esvaziando a colmeia (tanque) e deixando-a novamente com margem para novo ciclo de produção.




Capacidade de produção - Uma curiosidade do sistema de produção de mel reside no facto de que o processo é escalável só até determinado ponto. Uma colmeia pode crescer até contemplar várias dezenas de milhares de abelhas, mas a determinada altura atinge um equilíbrio de tamanho decorrente de limites naturais para o seu crescimento. Assim, qualquer aumento de capacidade de produção de abelhas são tipicamente regulados por uma lógica de number-up (replicação de escala)  do que por scale-up (aumento de escala). Assim, um apicultor profissional é aquele que acumula várias colmeias e não aquele que tem colmeias ordens de grandeza maiores que as dos pequenos produtores. É tudo uma questão de número de colmeia e não de tamanho das colmeias. 

Produtividade - Do ponto de vista da colmeia,  dados brasileiros referentes ao estado de Minas Gerais indicam que o estabelecimento de condições propícias pode permitir produtividades de 55 a 60 kg/colmeia/ano, as quais são praticamente o dobro da média observada nesse país (25 kg/colmeia/ano). Para ser produtivo, cada colmeia requer vários acres de área com floração.

Manutenção - De acordo com a literatura da especialidade, o processos de manutenção de cada colmeia, pode requerer até 14 h anuais de manutenção, podendo o valor ser reduzido em função da experiência do apicultor. 

Investimento e retorno - De acordo com a mesma fonte, para projetos que queiram estabelecer-se como de grande produção, o investimento poderá ascender a 6 mil dólares, e requererão cerca de 40 colmeias para conseguir recuperar o investimento inicial em até 3 anos. Já para pequena produçao, a mesma fonte refere um investimento de 500 dólares para um sistema de duas colmeias.

  • Inovações processuais na produção de mel
Finalmente, esforços recentes foram realizados no sentido de facilitar a manutenção e a recolha periódica do mel. A este respeito, tendo compreendido que o processo de abertura da colmeia (reator) constitui uma perturbação da dinâmica da colmeia e que o processo de recolha do mel é em si mesmo ineficiente, a empresa BeeInventive Pty Ltd. comercializa atualmente sistemas de recolha contínua do mel integrados com os favos e ligado à própria colmeia.

Trata-se uma inovação que abre caminho à produção contínua de mel, quer do lado das abelhas, quer do lado da recolha, coisa que durante dezenas de anos não aconteceu.



Sobre estatísticas e tendências no número de patentes de química concedidas na Europa, em 2016


O relatório anual de 2016 da EPO (European Patent Office), mostra que o nº de patentes concedidas na área de química saltou de cerca de 17 mil (2014 e 2015) para mais de 23 mil, o que representa um aumento na ordem de 35%. Apesar de expressivo, este crescimento é ainda assim inferior àquele verificado no globalidade, onde se verificou um aumento de 40.2% no total de patentes concedidas pela EPO em 2016 face a 2015. Por outro lado, verifica-se que em 2016 o total de pedidos de patente se cifrou num valor próximo daquele verificado em 2015, cerca de 159 mil, e que portanto a EPO revelou-se particularmente eficaz e produtiva no processamento dos pedidos de patente.




  • Patentes de química concedidas na Europa em 2016, por setor

Ao discriminar as patentes concedidas na área da química por 11 subgrupos temáticos em que a disciplina geral da química, verifica-se que um equilíbrio entre tais subgrupos, nenhuma deles representando mais do que 20% no total de patentes concedidas.

A liderança vai para o setor da química orgânica fina, a qual representou, em 2016, 19% do total de patentes concedidas na área da química. Seguem-se os subgrupos dos 'Fármacos' e 'Biotecnologia', ambos com 13% cada. Já a terceira e quarta posição, é ocupada pelas categorias de 'Materiais químicos básicos' e 'Polímeros e Química Macromolecular', com 11% e 10%, respetivamente.

As patentes categorizadas como engenharia química corresponderam a 10% do total de patentes concedidas na área da química.



  • Taxas de crescimento no nº de patentes de química concedidas na Europa em 2016, por setor

Se, como vimos, a taxa de crescimento do nº de patentes de química aumentou cerca de 35% face a 2015 ou 2014, nem todos os subgrupos temáticos cresceram do mesmo modo. Pese embora todos terem registado taxas de crescimento superiores a 25% no nº de patentes concedidas, o subgrupo da 'Nanotecnologia e microestruturas' foi aquele em que se verificou um crescimento mais expressivo, tendo disparado perto de 140% face a 2014. Segue-se o subgrupo da 'Tecnologia Ambiental', com um aumento de 73%, e em terceiro lugar a 'Metalurgia e Materiais', com um crescimento de 56%.

As patentes especificamente catalogadas como 'Engenharia Química' viram um aumento de 40%, o qual é cerca de 5% superior ao crescimento registado no total de patentes de química em 2016.



Fonte: C&En News
Fonte: EPO

Sobre Octave Levenspiel (1926-2017), nome maior da engª química mundial, e especialista em engenharia das reações químicas




Octave "Tavy" Levenspiel, professor emérito de engenharia química na Oregon State University, morreu pacificamente aos 90 anos no passado dia 5 de março de 2017.

Um pioneiro no campo da engenharia da reação química, Levenspiel tornou-se, em 2000, o primeiro membro do corpo docente do Estado de Oregon a ser eleito para a Academia Nacional de Engenharia, a mais alta distinção norte-americana para engenheiros, tanto na academia como na indústria.

A carreira de Levenspiel  estendeu-se por mais de quatro décadas, durante a qual produziu centenas de publicações em revistas de especialidade e meia dúzia de livros de texto autoritários. Seu livro inovador Chemical Reaction Engineering, publicado pela primeira vez em 1961, foi citado mais de 11.000 vezes e foi traduzido para mais idiomas do que qualquer outro volume na literatura de engenharia química.


O seu percursos escolar multicultural merece detaque: frequentou um jardim de infância alemão em Xangai (China), uma escola primária e secundária inglesa e uma universidade francesa antes de embarcar para os Estados Unidos em 1946 para completar seus estudos de graduação. Levenspiel terminou seu diploma de bacharel em química na Universidade da Califórnia, Berkeley, em 1947.

Seguiu-se a Oregon State University, onde obteve seu mestrado em 1949, e seu doutoramento em 1952, ambos em engenharia química. Ao se formar, e já depois de se casar com Mary Jo Smiley, Levenspiel ingressou como professor universitário.  A sua carreira no ensino universitário acabaria por levá-lo à Universidade Bucknell, em localizada na Pensilvânia, depois ao Illinois Institute of Technology (Chicago) e, finalmente, de volta à Oregon State University, com dois sabáticos passados ​​em Cambridge (Inglaterra). 

Levenspiel encontrava-se aposentado desde 1991, mas continuou a escrever e editar os seus livros didáticos, incluindo a terceira edição de Chemical Reaction Engineering (1999), Rambling Through Science and Technology (2009) e Tracer Technology (2012).

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Agradecimento: André Lopes do Santos

Sobre a bolsa de 700 mil dólares atribuída à startup de tecnologia educacional Alchemie, para desenvolver apps de química orgânica




A empresa de tecnologia educacional Alchemie, com sede em Troy, recebeu uma bolsa de 700 mil dólares da Small Business Innovation Research da National Science Foundation, com vista a expandir a investigação e desenvolvimento após uma concessão inicial de 150 mil dólares em janeiro 2016 e de 30 mil em junho.

A Alchemie desenvolve jogos móveis que tornam a aprendizagem da química orgânica "tátil, divertida e intuitiva", de acordo com seu site. Julia Winter fundou a empresa em 2015 como professora de química na Detroit Country Day School.

De acordo com Winter, "Os dois primeiros anos de química universitária têm taxas de insucesso que podem chegar a 40%", disse Winter em uma declaração por escrito. "Estes cursos difíceis podem ser obstáculos para carreiras em medicina e ciência."

A startup tem cinco aplicações móveis diferentes para a química, e conta com milhares de utilizadores. O dinheiro da doação será usado para construir uma plataforma, a Epiphany, para fornecer uma experiência mais personalizada aos alunos que utilizem estas apps, e acompanhar o seu progresso.

Fonte: Crain's Detroit Business





Jogo sobre a combustão do Metano

Jogo sobre a conformação do tipo cadeira

Sobre o investimento de 10M€ da portuguesa Corticeira Amorim na unidade de pavimentos hydrocork (cortiça à prova de água)




"A nova tecnologia estará operacional no início de 2018 e permitirá à empresa aumentar a capacidade de produção industrial de pavimentos em quatro milhões de metros quadrados.

Dois anos após o lançamento da gama de pavimentos ‘premium Hydrocork’, da marca Wicanders, a Corticeira Amorim está a investir 10 milhões de euros no reforço da sua capacidade de produção.
(...)
Para os responsáveis das Corticeira Amorim, o forte crescimento da ‘Hydrocork’ está alicerçado nas suas vantagens competitivas, que têm sido bem percecionadas pelos clientes, nomeadamente pelo facto de: ser à prova de água, ter uma reduzida espessura e consequentemente ser de fácil e rápida instalação, a que se juntam os benefícios da tecnologia ‘Corktech’ (isolamento térmico e acústico, bem-estar corporal, conforto e resistência ao impacto).

“Além disso, a gama ‘Hydrocork’ apresenta ainda uma garantia vitalícia para uso doméstico. Estas características, por um lado, permitem estender a utilização de um pavimento com cortiça a divisões como a cozinha e a casa de banho, e, por outro lado, fazem de ‘Hydrocork’ uma opção de alto valor acrescentado para o mercado da reabilitação”, acrescenta o referido comunicado da Corticeira Amorim."

Fonte: Jornal Económico


Sobre um método de proteger cristais (usados como propulsores, explosivos e pirotécnicos) inspirado na forte aderência dos mexilhões




"Os cristais energéticos (como o HMX) formam uma importante classe de cristais orgânicos constituídos por pequenas moléculas, e podem conter quantidades muito grandes de energia química nas suas estruturas moleculares. Estas podem reagir rapidamente e libertar quantidades abundantes de gases e calor, motivo pelo qual são amplamente utilizados em aplicações civis e militares na forma de propulsores, explosivos e pirotécnicos. 

No entanto, uma limitação dos cristais energéticos polimórficos é que eles sofrem transição de fases sob o efeito de variações térmicas, o que representa uma fonte de perigos no fabrico, armazenamento, montagem, entrega e utilização destes materiais. (...) Assim, controlar a transição de fase de cristais energéticos é importante para a segurança e desempenho dos materiais.


A dopamina é um neurotransmissor biológico que existe amplamente em organismos vivos. A utilização de soluções de dopamina como revestimento por imersão através da oxidação-polimerização de monómeros proporcionou um método fácil e versátil para modificar superfícies de materiais sólidos, o que tem levado ao desenvolvimento de poli (dopamina) (PDA) para a modificação de vários substratos, incluindo metais, metais com superfícies óxidas, semicondutores, cerâmicas, materiais de carbono e polímeros sintéticos.

Inspirado pela forte aderência química dos mexilhões, a polimerização da dopamina foi inicialmente introduzida para revestir cristais orgânicos energéticos através de um método de imersão simples.

Imagens SEM para espécimes reciclados após aquecimento a 210 ° C durante 30 min. 
(A) HMX despida; (B) HMX / PDA. O tamanho de partícula de HMX era 5-60 µm. 
A quantidade de PDA em HMX / PDA foi de 2,1% em peso.

Em suma, o estudo em questão, assinado por Feiyan Gong e colegas (Institute of Chemical Materials, China Academy of Engineering Physics (CAEP)) demonstra uma abordagem geral e fácil para o revestimento de cristais energéticos, que é bio-inspirado através da polimerização in situ da dopamina.

Segundo os autores, este é o primeiro relatório sobre a aplicação da química da dopamina ao processo de cristal energético, e este trabalho demonstra a aplicação bem-sucedida da química da dopamina aos materiais energéticos, proporcionando assim um método potencial para a modificação de cristais energéticos."

Fonte: Feiyan Gong, Jianhu Zhang, Ling Ding, Zhijian Yang, Xiaobing Liu, Mussel-inspired coating of energetic crystals: A compact core–shell structure with highly enhanced thermal stability, Chemical Engineering Journal, Volume 309, 1 February 2017, Pages 140-150,

Sobre os atuais desafios de reputação e rentabilidade da indústria farmacêutica mundial, segundo Damiano de Felice



O modelo de negócios das empresas farmacêuticas baseadas em R&D está sob forte pressão. Os retornos alcançados sobre o investimento em R&D caíram para os níveis mais baixos em décadas, e reputação pública deste setor, nos Estados Unidos e no exterior, é o pior de sempre.

(...)
Desde 1950, o número de novos medicamentos aprovados por cada mil milhões de dólares investido em R&D tem vindo a ser reduzido para metade a cada nove anos. O retorno estimado sobre estes produtos diminuiu substancialmente desde 2010, minguando de 10,1% para 3,7%.

(...)
Tal desempenho representa uma tendência inquietante para as empresas cujo crescimento do lucro depende fortemente de aumentos dos preços. De acordo com uma análise do Credit Suisse a 20 empresas farmacêuticas líderes mundiais, 80% do seu crescimento no lucro líquido de 2014 decorreu dos aumentos de preços nos Estados Unidos.

(...)
Sem dúvida, essas descobertas (e controvérsias relacionadas com os preços dos medicamentos) minaram ainda mais a confiança na indústria. De acordo com uma sondagem Harris de 2016, apenas um terço dos cidadãos dos EUA têm uma opinião positiva sobre os grandes grupos farmacêuticos. Em agosto de 2016, a Gallup Poll descobriu que nenhuma indústria é tida em menor estima pelos cidadãos dos EUA do que a dos produtos farmacêuticos (a pior pontuação do setor em 16 anos).

(...)
O sucesso dos novos modelos de negócios depende tanto da vontade quanto da capacidade das empresas farmacêuticas de integrar plenamente o acesso à medicina em suas estratégias de negócios. As empresas devem adotar uma abordagem centrada no paciente, onde as barreiras ao acesso sejam primeiro compreendidas e tratadas proativamente. Além disso, devem estabelecer parcerias com outros atores, incluindo governos, ONGs e fundações privadas, para desenvolver capacidades na cadeia de valor farmacêutica, evitando conflitos de interesse.

Artigo completo: How Pharma Can Fix Its Reputation and Its Business at the Same Time - Harvard Business Reviews, 2017

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  • Quem é Damiano de Felice?

Damiano de Felice lidera a estratégia da Fundação Access to Medicine, uma organização independente sem fins lucrativos que orienta e incentiva as empresas farmacêuticas a melhorar o acesso à medicina em países de menor fulgor económico. 

Damiano é doutorado pela London School of Economics, onde ainda lidera o projeto Measuring Business & Human Rights. Neste contexto assessorou várias organizações internacionais, governos e empresas multinacionais sobre a relação entre atividades de negócios, direitos humanos e desenvolvimento sustentável.

Sobre melhorias no processo de extração de óleo de palma, pela mão da portuguesa IncBio




A IncBio, empresa portuguesa que projeta e constrói fábricas de biodiesel desenvolveu uma nova tecnologia de extração de óleo de palma (CPO), capaz de aumentar a extração deste óleo em mais de 25% face aos valores típicos nesta atividade.

A ncBio diz que a sua tecnologia também reduz o uso de água em 60 % e descarga de efluente em 50% nos tradicionais moinhos de óleo de palma bruto. Além disso, a empresa rerere que o próprio processo garante que o efluente tem 0,01% ou menos de contaminação por óleo, o que elimina a ocorrência de lagoas de oxidação.

Fonte: Biodiesel Magazine



  • Sobre a IncBio


A IncBio nasceu em Portugal, em 2006, com a produção de unidades de biodiesel domésticas e de pequena escala. Desde então cresceu e tornou-se a maior fornecedora de equipamentos de biodiesel no país. Desde 2008 que a empresa se dedica à construção de unidades de grande escala com reatores ultrassónicos, um equipamento pioneiro que irá revolucionar a indústria nos próximos anos.

Sobre as exportações portuguesas em bens de saúde valerem 1.4 mil milhões de €, mais do que vinho e cortiça, segundo Luís Portela



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Em que é que toda esta actividade se traduziu na prática?
A saúde tem hoje um enorme peso na economia: nestes nove anos passamos de cerca de 600 milhões de euros em exportações para 1,4 mil milhões em 2016, o que é mais do que os vinhos todos somados e mais do que a cortiça. Exportámos sobretudo medicamentos (70%), dispositivos médicos, matérias primas. Esforçamo-nos para colocar a saúde no mapa, mas isso não basta. Temos que levar a nossa notoriedade para fora. A Europa sabe que temos bons vinhos, mas não sabe que temos boa saúde. Este é o caminho que esta direcção não fez, não tivemos tempo. Mas ajudámos a que as coisas acontecessem. Na produção científica, há dez anos, as ciências médicas e da saúde tinham uma prestação claramente inferior a outras, e, em 2014, já representavam 29% do total nacional.

Mas os resultados que contam para a maior parte dos portugueses ainda não se vêem...
Os resultados hão-de chegar. Nas 25 empresas que mais patenteiam em Portugal, dez são da área da saúde. E, nas primeiras 50 que mais investem em I&D, estão a Bial, o grupo José de Mello, a Hovione, a Biocant, a Bluepharma. Na investigação, as empresas da saúde investiram 20% do total em 2014. Por exemplo, a Luzitin, empresa criada pela Bluepharma e a Universidade de Coimbra, está a fazer ensaios clínicos fase II para o tratamento do cancro da cabeça e pescoço. E há contratos para desenvolvimento de projectos com institutos de investigação ou start-ups. Daqui podem surgir projectos interessantes. Neste momento há mais de 30 projectos inovadores a borbulhar nas instituições de saúde.

Entrevista completa: Público

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Quem é Luís Portela?
Luís Portela nasceu em 1951 no Porto, onde se licenciou em Medicina. Exerceu actividade clínica apenas durante três anos e foi durante seis docente universitário. Aos vinte e um anos iniciou a sua actividade empresarial e aos vinte e sete assumiu a presidência daquele que entretanto se tornou um dos maiores grupos farmacêuticos ibéricos - a Bial. Em 1994, criou a Fundação Bial, que além de conceder Bolsas de Investigação Científica, atribui um dos maiores prémios europeus na área da Saúde. Luís Portela é Comendador da Ordem do Mérito, de que mais tarde veio a receber a Grã-Cruz. É também Professor Honorário da Universidade de Cádiz, em Espanha. Em 1998, foi distinguido com o Prémio de Neurociências da Louisiana State University, nos EUA. Colabora regularmente na comunicação social, tendo publicado anteriormente, quatro livros: Para Além da Evolução Tecnológica, À Janela da Vida, Esvoaçando e Serenamente. Textos seus foram traduzidos e publicados em Inglaterra, no volume Spirit of Life.

Fonte: Wook
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