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Sobre novas espécies vegetais como fonte de agentes de curtimento de couro, e as folhas de oliveira como caso de estudo dessa aplicação



Em tempos idos, o BEQ fez uma publicação intitulada "Sobre o contributo da eng. química na evolução do processo de tingimento de pele animal (couro)", onde se mostrava "o contributo que a engenharia química (mas também mecânica) vieram trazer ao processo no sentido de o tornar menos exigente para o operador. A mecanização e aprimoramento da indústria têxtil veio substituir muita precariedade laboral por um trabalho tecnicamente mais evoluído e fisicamente menos exigente."

Voltamos agora ao assunto, para dar conta de uma investigação europeia que visou identificar novas espécies vegetais promissoras como fonte natural de taninos para curtimento de couro, com vista a dotar de maior sustentabilidade e segurança este tipo de processamento.

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Rubi fruticosus (Amoreira-silvestre ou silva), uma 
das plantas com extratos promissores para tingir couro


A seleção do agente de curtimento para o processo de curtimento depende do produto de couro a ser produzido, nomeadamente os seus requisitos durante a produção e uso posterior, mas também o preço e a disponibilidade (em escala). Embora 80% a 90% do couro produzido em todo o mundo seja curtido com sais de cromo (III) (Bilitewski et al., 2012), os agentes de curtimento de vegetais são também usados. 

Os agentes de curtimento vegetais podem ser combinados com agentes de curtimento à base de minerais ou aldeídos para criar as características necessárias no couro, como rigidez ou resistência aos raios UV. Na Europa, os agentes de curtimento de vegetais são principalmente aplicados em produtos de couro premium. Para isto, extratos líquidos são produzidos por extração de partes de plantas selecionadas, como casca, madeira, folhas, raízes ou frutos (Moog, 2005), seguindo-se um passo adicional de concentração e secagem desse extrato líquido.

Durante o processo de curtimento, os taninos dos extratos difundem-se no couro do animal e interagem com o colagêneo da pele do animal. Esta complexação resulta numa estabilização da pele do animal, sendo esse o objetivo da etapa de curtimento. Assim, quanto maior o teor de taninos (TC) de um extrato maior sua eficácia no curtimento.

(...) Uma investigação produzida pelos investigadores alemães abaixo identificados incidiu sobre ervas medicinais europeias como possíveis recursos para taninos vegetais e seu uso na produção de couro, mas também para outras aplicações, como na indústria alimentícia, farmacêutica ou química. Uma revisão detalhada da literatura foi realizada para identificar espécies vegetais com teores promissores de taninos. No total, 47 ervas medicinais europeias foram identificadas para uma análise mais aprofundada. O género Fragaria (morangueiro), as espécies Alchemilla vulgaris e Rubi fruticosus (Amoreira-silvestreou silva) foram identificados como novos potenciais fontes naturais para o curtimento de couro.

Fonte: Markus Maier, Anna-Luisa Oelbermann, Manfred Renner, Eckhard Weidner, Screening of European medicinal herbs on their tannin content—New potential tanning agents for the leather industry, Industrial Crops and Products, 99 (2017) 19-26.


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  • Wet Green, uma empresa de extratos de oliveira para curtir couro:


A empresa alemã Wet Green explora comercialmente um agente natural de curtimento designado wet-green® OBE. Este foi desenvolvido e patenteado pela empresa e consiste num concentrado de base vegetal produzido a partir de um extrato aquoso de folhas de oliveira. Os agentes ativos de curtimento são os mesmos presentes em alguns artigos cosméticos naturais e em azeite extra-virgem.

Os extratos são orientados para o mercado do couro premium, e têm como argumentos o facto de resultarem de subprodutos da exploração de oliveiras (ao invés do cultivo de oliveiras para este fim). Acresce também o argumento de que o produto está certificado relatavimente a compatibilidade cutânea (Dermatest), o que proporciona uma garantia de qualidade e segurança aos consumidores e fabricantes do couro tratado com este produto de base vegetal.




Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.14): sabugueiro, ardósia e amianto português, e a venda belga ilícita de químicos à Síria

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Criar um centro-piloto no concelho de Tarouca dedicado à investigação do sabugueiro com vista ao desenvolvimento de produtos alimentares saudáveis e ao incremento da economia local e nacional. Este é um dos grandes objetivos do SambucusValor que junta a Universidade de Aveiro (UA) a várias empresas e associações do sector agroalimentar.

Há uma "quantidade enorme" de matéria-prima que está a ser desperdiçada pela Lousas de Valongo. A empresa que explora ardósia percebeu isso e juntou-se à Fibrenamics para criar um produto moldável. (...) Onde uns viam desperdício, a Fibrenamics viu uma “quantidade enorme de matéria-prima” que estava a ser descartada e deu-lhe um novo uso.

Entre 2014 e 2016 foram encaminhadas para aterro 66.795 toneladas de Resíduos de Construção e Demolição com amianto, sendo que a maioria provém do setor da construção. (...) Apesar de o amianto ser considerado como perigoso na Lista Europeia de Resíduos, pode ir para ambos os aterros (de materiais perigosos e não perigosos).

Três empresas de Antuérpia exportaram para a Síria dezenas de toneladas de produtos químicos proibidos após o embargo da União Europeia de setembro de 2012. Segundo uma investigação feita por duas organizações não-governamentais (ONG), uma alemã e outra britânica, e noticiada pelo Le Soir e a revista Knack, três empresas belgas sediadas em Antuérpia (55 quilómetros a norte de Bruxelas) venderam à Síria e ao Líbano dezenas de toneladas de produtos químicos interditos pela Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

Sobre o filme "O Deserto Vermelho" (1964), e uma história que tem a indústria petroquímica de Ravena (Itália) como palco e mote




O Deserto Vermelho (Il deserto rosso) é um filme franco-italiano de 1964 dirigido por Michelangelo Antonioni.

Sinopse: Giuliana (Monica Vitti) esposa de Ugo (Carlo Chionetti) com qual ela tem um filho habita a cidade industrializada em Ravena, na Itália. Ela sofreu um acidente de carro e acabou de sair da clínica mas ainda não se recuperou do choque que ela teve e se encontra em constante estado de agonia. Ela conhece o engenheiro Corrado (Richard Harris), amigo de seu esposo que por interesse sexual logo se torna amigo de Giuliana e tenta a ajudar com seus problemas. Filme com uma trilha sonora agonizante e explorando alguns dos temas mais recorrentes durante a carreira de Antonioni: a solidão e a incomunicabilidade do ser humano.



Comentários de alguns cinéfilos a esta obra:
  • «Um grande filme sobre a alienação na era" moderna ". »
  • « Podemos ver a fealdade e sujidade que paira sobre tudo como um vírus. E podemos ver como se fica isolado quando se descobre que se é o único que parece ser sensível a ele ».
  • « A forma deste filme é um mundo exterior, mais sombrio do que qualquer coisa que Lynch tenha nos dado. É um monstra na forma: fábricas que até hoje me surpreendem com seu poder.»
  • «o terreno baldio industrial (cheio de fábricas fumegantes, rios poluídos, estruturas de aço maciças, navios mercantes assolados por pestes) contra o qual os eventos são definidos supostamente reflete a turbulência emocional do personagem principal; »
  • « Rutura mental em meio ao cenário rigoroso de um terreno baldio industrial. Possivelmente o filme cerebral mais original e visionário de todos os tempos, de um de seus maiores diretores. »

Sobre o pH de diferentes produtos, e o pH tolerado por diferentes materiais, bactérias e humanos




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Na década de 1890, Svante August Arrhenius (1859-1927) finalmente definiu os ácidos como “substâncias que fornecem catiões de hidrogénio à solução” e bases como “substâncias que fornecem aniões hidróxido à solução”. Ele também propôs que o mecanismo pelo qual ácidos e bases interagiam para neutralizar um ao outro era formando água e o sal apropriado.

(...) Com a definição de acidez de Arrhenius como resultado de concentração de iões de hidrogénio, foi um pequeno passo até se criar uma escala de acidez com base nos resultados do potencial do eléctrodo. No seu artigo de 1909 na Biochemische Zeitschrift, S. L. L. Sorenson desenvolveu um novo ensaio colorimétrico para a acidez. Mas, mais importante, ele definiu o conceito de expressar a acidez como o logaritmo negativo da concentração do ião hidrogénio, que denominou de pH.

Fonte: A Basic History of Acid—From Aristotle to Arnold, Mark S. Lesney, Chemistry Chronicles, 2003 American Chemical Society

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Na figura acima, apresentam-se valores de pH para diferentes produtos e bens do dia-a-dia industrial civil e/ou natural, onde se pode verificar uma clara concentração de produtos nas regiões ácida (abaixo de de pH=7).

É interessante reparar no posicionamento de alguns produtos químicos (Fenol, Ácidos, Sabão, etc) em comparação produtos naturais (Leite, Mel, Fruta, etc), e destes com bens processados (vinho, pasta dentífrica, refrigerantes, etc).

Na região inferior da figura, nomeadamente abaixo do eixo contendo a escala de pH, são apresentadas as regiões de compatibilidade de diferentes materiais, bactérias e fluidos/meios em relação à acidez e alcalinidade.

A figura em questão permite assim uma panorâmica sobre o impacto e importância das propriedades de acidez/alcalinidade de diferentes produtos, relativamente a diferentes materiais, e destes com diferentes formas de vida. 

De notar, porém, que aspetos como a toxicidade e outros perigos químicos não pode ser resumida à  comparação das gamas de pH. Veja-se, por exemplo, o modo como o ácido fluorídrico que é extremamente corrosivo e tóxico exibe um pH semelhante ao do vinho. É que o indicador pH é alheio à natureza química das espécies em solução que não hidrogénio, e estas são parte determinante na perigosidade de um dado compostos químico em relação a formas de vida ou meios naturais.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.13): cimento brasileiro, Solvay Portugal, Sonae Indústria, e Univ. de Coimbra inova no tratamento de patologias oculares

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Uma tecnologia pioneira para a “libertação prolongada e controlada de fármacos e outras moléculas com atividade terapêutica” em patologias oculares está ser desenvolvida por investigadores de engenharia química da Universidade de Coimbra (UC).


Setor começa 2018 ainda no vermelho, mas diminui retração das vendas para 3% até março, ante a queda de 6,7% em 2017. Expectativa, agora, é encerrar o ano com expansão de 1% a 2%


Decorrente da profunda reestruturação operada no passado recente, tem sido difícil para a Sonae Indústria alienar as unidades fabris inactivas que tem em alguns países, com um valor contabilístico de 22 milhões de euros.

A Solvay anunciou esta quinta-feira, 29 de Março, uma reestruturação que vai implicar a eliminação de 600 postos de trabalho, nomeadamente em França, Portugal e Brasil. Em Portugal serão afectadas 90 pessoas, revela o comunicado emitido pela empresa que opera no sector químico. "A simplificação da organização deve levar a redundâncias de cerca de 600 [postos de trabalho], especialmente em actividades funcionais, incluindo 160 em França, 90 em Portugal e 80 no Brasil", revela o comunicado.


Sobre as empresas globais líder (2018) na adoção e promoção de políticas climáticas (Acordo de Paris) e as que caminham para o ser

A InfluenceMap é uma empresa de interesse comunitário sem fins lucrativos, que capacita os seus parceiros com análises orientadas por dados e análises claras sobre questões sociais críticas tais como as mudanças climáticas.

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A InfluenceMap criou uma lista e mapa baseados em dados obtidos pela análise contínua da influência corporativa sobre a política climática. Mais de 30 mil elementos sobre 300 empresas globais e 75 associações comerciais foram compilados para calcular a 'pontuação total' que tem expresso quão apoiante ou bloqueadora uma empresa é no sentido da política climática nacional/regional segundo o Acordo de Paris. Isto inclui também uma análise dos vínculos da sua associação comercial, bem como a 'Intensidade de Engajamento' da empresa, a qual expressa a intensidade dessa atividade, seja ela positiva ou negativa.

As maiores pontuações totais foram obtidas pela Apple (94), IKEA (91), Tesla (89) e GlaxoSmithKline (88). Com 86 pontos seguem a Unilever e as empresas públicas de energia  EDP (portuguesa) e EnBW. Outras empresas europeias de utilidades receberam também pontuações elevadas, nomeadamente a SSE (85), National Grid (80) Iberdrola (73) e Enel (73), juntamente com as empresas de tecnologia americanas Amazon (83) e Google (74), e de alimentos e bebidas empresas Coca -Cola (79) e Nestlé (74). A AkzoNobel (71), a Royal DSM (69), a ABB (67) e a Siemens (65) completaram a lista. 

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Algumas empresas que parecem ter integrado a transição energética nos seus produtos e processos são as empresas de produtos químicos AkzoNobel e Royal DSM (menor dependência de energia de combustíveis fósseis para os seus processos químicos) e industriais ABB e Siemens (tecnologia renovável e industrial sistemas de eficiência são uma parte crescente da sua carteira de produtos).

Várias empresas podem vir a entrar na lista A no futuro, considerando sua trajetória atual. É o caso da Utilities Edison International e a EDF, que apoiam fortemente a política climática mas num setor com muitos agentes de apoio. Também os gigantes americanos Walmart, Johnson & Johnson e PepsiCo são favoráveis, mas não tão estrategicamente ativos quanto outras partes. Quanto às empresas com alto consumo de energia Suncor, a Statoil, a ENI, a LafargeHolcim e a BHP, estas são líderes setoriais e estrategicamente ativas, mas ainda não apoiam uma política climática ambiciosa, alinhada com o Acordo de Paris.

Sobre o livro "Os prazeres existenciais da engenharia" (Samuel C. Florman), em torno da dimensão espiritual e social de ser um profissional de engenharia



O livro The Existential Pleasures of Engineering - escrito pelo engenheiro civil norte-americano Samuel C. Florman, e publicado originalmente em 1976 – pouco ou nada tem de específico sobre engenharia química, mas consegue ainda assim dizer muito ao engenheiro químico por via do que este tem em comum com a classe profissional e área de saber que é a engenharia.

A leitura deste livro muito se recomenda àqueles que sintam curiosidade ou interesse pela relação da classe profissional engenharia com a sociedade em geral, nomeadamente com os problemas que a civilização ao longo dos séculos precisou e precisa de ver solucionados, mas também no que diz respeito ao modo como as sociedades vêm e percecionam os impactos da engenharia, industrialização e/ou tecnologia.

De modo sucinto, e sem presunção de substituir a sua leitura, o livro contempla temas como os seguintes:

  • A ascensão e posterior declínio da euforia em torno dos avanços proporcionados pela engenharia ao longo dos séculos XX e XXI;
  • O surgimento e argumentário dos movimentos antitecnologia, cavalgando sobre os falhanços e negligências que a tecnologia, engenharia e industrialização inevitavelmente acarretaram e acarretam;
  • Comenta o confronto cliché da mente racional vs. irracional, repudiando que o engenheiro não tenha ou possa ter uma relação e postura conciliável com as artes e a criatividade;
  • Aborda a problemática da falta de uma voz única e clara dentro da engenharia, pelo modo como esta se preserva plural quanto à forma de estar e resolver os problemas;
  • Refere a falta de expressividade e fulgor dos engenheiros na explicação do prazer associado a estudar e exercer a sua profissão e ramo de engenharia;
  • Questiona o culto à artesanalidade do passado e reforça a pertinência no progresso tecnológico, mostrando como quer no texto clássico da Odisseia (Homero) como no Antigo Testamento (Bíblia), abundam referências e menções de interesse sobre o materiais, tecnologias e objetos;
  • Uma crítica ao movimento small is beautiful (“pequeno é belo”), mostrando que é insustentável e contraproducente abandonar ideologicamente a escalabilidade quando esta é manifestamente vantajosa e mais segura;
  • O papel da maior paridade de género na engenharia, e o contributo que o género feminino pode dar à melhor humanização da engenharia, bem como cruzamento com outras áreas de saber, nomeadamente artísticas.

No cômputo geral, trata-se de um livro rico em ideias e que permite ampliar a noção da dimensão espiritual e social da engenharia enquanto profissão, posicionando o engenheiro como alguém que consegue ter uma visão sobre e para o mundo, e que concilia atributos como ser artístico, pensador e sensível, ao mesmo tempo que matemático, materialista, e pragmático.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.12): indústria portuguesa a reabrir, ampliar e expandir, e a herança química tóxica da URSS

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.


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Nas contas de 2017, a Sonae Indústria indica que as fábricas de Oliveira do Hospital e de Mangualde, que foram afectadas "gravemente" pelos incêndios de Outubro de 2017 estarão "novamente operacionais" em Abril, "com melhoria dos activos industriais e processos de produção", indica o comunicado da Sonae Indústria.

A multinacional francesa do sector automóvel está a concluir o projecto de ampliação da sua fábrica de Viana do Castelo, que permitirá a duplicação da capacidade de produção, passando a facturar cerca de 50 milhões de euros, e criar 250 postos de trabalho.


A farmacêutica coimbrã está a investir 15 milhões de euros na construção de uma nova fábrica, que vai criar 100 empregos, e prevê aplicar outro tanto na conversão da actual numa indústria 4.0. Contratou 33 pessoas desde Janeiro e irá recrutar mais 50 até Junho.


Há 90 anos, as autoridades da União Soviética ratificaram o Protocolo de Genebra, proibindo o uso de armas químicas e bacteriológicas em guerras. Contudo, a produção destas armas não foi proibida. A partir de 1991, por todo o território das ex-repúblicas soviéticas começou a surgir um grande número de armazéns e fábricas químicas abandonadas.

Sobre sistemas polinizadores sintéticos para abelhas, pela mão do artista, designer e ecologista australiano Michael Candy




O projeto Synthetic Pollenizer intervém em sistemas ecológicos do mundo real usando flores robóticas para integrar-se ao ciclo reprodutivo da flora local. Essas imitações oferecem um suplemento de néctar fabricado ao mesmo tempo que anexam o pólen colhido localmente às abelhas.

A iteração atual possui uma unidade de transmissão ao vivo, transmitindo visitas de abelhas no Youtube. Vale a pena ver o vídeo abaixo sobre esta inovação artística e ecológica. 

Bacharel em Belas Artes e Design Industrial, Universidade de Tecnologia de Queensland - 2013, Michael Candy usa tecnologias físicas para transmitir teoria de sistemas sobre ecologia e sociologia. Segundo o próprio, uma miríade de encontros tanto ecológicos quanto políticos dá origem a contrastes à medida que os paradoxos se diluem.

Em 2015, Michael ganhou o WRO Award como parte da 16ª Bienal de Arte de Mídia na Polónia e mais tarde no Prix Cube (Paris, França) com Big Dipper.




Sobre ser engenheiro em 1902, ou a qualquer momento entre 1850 e 1950, e em como era participar de uma grande aventura (Samuel C. Florman)




"Ser engenheiro em 1902, ou a qualquer momento entre 1850 e 1950, era participar de uma grande aventura, ser líder numa grande cruzada. A tecnologia, como todos podiam ver, estava a produzir avanços milagrosos e, como consequência natural, as perspectivas para a humanidade estavam a tornar-se cada vez mais brilhantes.

A cada poucos meses, parecia que alguma nova maravilha tecnológica era revelada e recebida com entusiasmo público. Havia maravilhas de transporte - comboios, transatlânticos, elétricos, metros, automóveis, dirigíveis e aviões, maravilhas da comunicação - telégrafo, telefone, fonógrafo, cinema, rádio e televisão; maravilhas da construção, - pontes, túneis, represas e arranha-céus; novas fontes de energia milagrosas - motores a vapor, motores a gasolina, motores a diesel, dínamos eléctricos; novos materiais maravilhosos - aço, petróleo, alumínio, rayon e plásticos; maquinaria para poupar trabalho e expandir a produção - ceifeiras, teares, prensas, guindastes e tornos; e, é claro, as inúmeras conveniências da vida quotidiana que forneceram talvez as maiores emoções de todas - máquinas de costura, WC, máquinas de escrever, bicicletas, câmeras, relógios, luzes elétricas, geladeiras, aparelhos de ar condicionado e assim por diante."

The Existential Pleasures of Engineering - Samuel C. Florman  (Livro)
Edição de 1996 (primeiramente publicado em 1976)



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