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Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.3): pele artificial, sacos de plástico, emprego no Brasil, açúcar caribenho, e impacto dos micro-ondas

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral.

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A abordagem patenteada da Olivo cria uma pele artificial respirável, flexível e praticamente invisível que oferece diversos benefícios antes inacessíveis pela cosmética tradicional ou até mesmo pela cirurgia cosmética. A Olivo foi fundada pelos renomados cientistas Dr. Robert Langer*, Professor do David H. Koch Institute no Massachusetts Institute of Technology, Dr. Rox Anderson, chefe do Wellman Center of Photomedicine no Massachusetts General Hospital, e Dr. Dan Anderson, professor associado de Engenharia Química do Massachusetts Institute of Technology.


Agora que a primeira estratégia para os plásticos na União Europeia foi apresentada, para Maio deverá surgir legislação comunitária para a pôr em prática. Até 2030, uma das metas é que todas as embalagens de plástico sejam recicláveis. E agora o que vai fazer Portugal quanto aos plásticos? 


Até 2020, será necessário formar mais de 13 milhões de profissionais para suprir o desenvolvimento do setor. Há grande expectativa de geração de empregos nas áreas de formação de meio ambiente e produção, alimentos, vestuário e calçados, tecnologias de informação e comunicação, energia, veículos, petroquímica e química, madeira e móveis, papel e gráfica, mineração, além de pesquisa, desenvolvimento e design.


Em meio a crises econômicas e concorrência no mercado mundial, a maioria das usinas de açúcar do Caribe está encerrando suas atividades. No século XVIII, a região do Caribe fornecia quase todo o açúcar para o Reino Unido. Hoje, o Caribe de língua inglesa produz menos de 0,3% da produção e exportação de açúcar do mundo. Muitas ilhas trocaram o cultivo de cana-de-açúcar por atividades mais lucrativas.


Um novo estudo da Universidade de Manchester concluiu que só os micro-ondas da União Europeia emitem quase 8 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Os investigadores analisaram as emissões de dióxido de carbono emitidas pelos micro-ondas utilizados na União Europeia desde a altura em que estes são fabricados até ao momento em que são deitados fora.

Sobre o inovador isolamento plástico de pipelines lançado pela Braskem, com desempenho equivalente ou melhor que o do aço ou alumínio



A Braskem começa a testar uma nova aplicação do plástico para a indústria. No Polo Petroquímico de Camaçari (BA), a empresa passou a utilizar, em um projeto-piloto, jaquetas de isolamento térmico feitas em plástico para proteção de uma linha isolada de vapor, em substituição a chapas metálicas.

O material plástico apresenta vantagens em relação a outros revestimentos utilizados, como vida útil maior e grande resiliência mecânica, ou seja, tem alta capacidade de voltar ao seu estado normal depois de ser submetido a uma situação de esforço. Além disso, as jaquetas de poliolefinas podem ser reutilizadas quando houver necessidade de realizar manutenção nas linhas. 

O trabalho aponta para ganhos de longo prazo e de performance técnica, com redução de custos de investimento e operação, a depender do elemento de isolamento térmico, dimensões e temperatura da linha. "Com essa tecnologia, demonstramos mais uma vez nosso foco em promover soluções plásticas que promovam ganhos de competitividade para indústria brasileira, com redução de custos de manutenção e aumento da confiabilidade do sistema operacional", afirma Rodrigo Galvez, da área de Desenvolvimento de Mercado da companhia.

A tecnologia já é conhecida na Europa e foi adaptada para a indústria nacional pela área de desenvolvimento de mercado da Braskem em parceria com Röchling Plásticos de Engenharia do Brasil, a UCA Engineering Plastics e a Priner, empresa de serviços industriais responsável pela instalação da solução. 

"Os  conceitos que o grupo Röchling tem como pilares, a competência, qualidade e inovação nos fizeram buscar essa parceria com a UCA e com a Braskem, empresas líderes de mercado com propósitos similares aos de nosso grupo. Esse projeto tem grande importância no mercado e quebra o paradigma, dentro mesmo da própria Braskem, de que não é possível substituir o aço ou o alumínio em aplicações industriais, com a mesma ou até melhor performance", afirma Rodrigo Maldonado, gerente de Vendas da Röchling Plásticos de Engenharia do Brasil.

Fonte: Braskem

Sobre a aquisição da empresa portuguesa Quimitécnica pela alemã Brenntag, e o reforço das atividades de distribuição em Portugal e Espanha



A Brenntag, líder global na distribuição química, assinou um acordo para a aquisição da empresa Portuguesa Quimitécnica.com – Comércio e Indústria Química S.A. (“Quimitécnica”). Como fornecedor de serviços, o foco principal da Quimitécnica consiste em oferecer uma ampla gama de produtos químicos, misturas e serviços logísticos e de armazenamento a diversos segmentos de negócios industriais em Portugal, no norte de Espanha e vários países africanos.

Karsten Beckmann, Membro do Conselho de Administração do Grupo Brenntag e CEO da Brenntag para a Europa, Médio Oriente e África (EMEA): “A aquisição da Quimitécnica encaixa perfeitamente nas atividades de distribuição atuais da Brenntag na Ibéria, já que ganhamos acesso a segmentos de clientes chave, tanto em Portugal como no norte de Espanha, o que nos permite ampliar a nossa oferta de serviços de valor acrescentado aos clientes e fornecedores da região.”

A Quimitécnica detém uma posição relevante nos mercados de produtos industriais, tratamento de águas, papel e celulose e especialidades químicas.

Anthony Gerace, Managing Director de Fusões e Aquisições do Grupo Brenntag: “Com uma gama de produtos dirigida a distintos segmentos da indústria e seis unidades industriais estrategicamente localizadas que oferecem serviços logísticos personalizados e gestão de inventários, a Quimitécnica é uma plataforma excelente para ampliar e diversificar as nossas atividades de distribuição em Portugal e Espanha.”

O negócio adquirido gerou vendas totais de 37 milhões de euros no exercício fiscal de 2016. 

Fonte: Brenntag

Quimitécnica: 3 Centros de distribuição, 1 Terminal marítimo, capacidade para 22.4 kton líquidas e 25 kton sólidas.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.2): papel, felpo, hackers, açaí, jeans e carvão

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

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A indústria do papel cresceu 3% em 2017 e está a exportar cada vez mais: as empresas nacionais que exportam contam com a indústria de transformação do papel para as embalagens e rótulos, mas também o crescimento do turismo impulsiona as indústrias representadas pela Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel (Apigraf). A grande “surpresa” é a retoma do crescimento do livro, depois de anos de declínio.


A Mundotêxtil vai concluir este ano o investimento de 18 milhões de euros no reequipamento e modernização da sua fábrica de Vizela, melhorias que lhe permitem aumentar de forma bastante significativa seus níveis de competitividade, não só ao produzir mais gastando menos, mas também aumentando a flexibilidade industrial para a produção de pequenas séries.

O risco cibernético já é o 5º maior fator de preocupação, de acordo com a Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos, da consultoria e corretora de seguros Aon. Na indústria, a exposição ao risco cibernético inclui: roubo de informações estratégicas; vazamento da base de dados de clientes e fornecedores; e até interrupção das atividades. De acordo com o levantamento, 60% dos ataques hackers realizados contra indústrias são por busca de propriedade intelectual.

O açaí (fruto e caroço) são amplamente utilizados em diferentes segmentos: Na indústria (alimentos, corantes, energia, artesanato e cosmético). E, tem sido objeto de numerosas pesquisas na área de corantes, combustível-briquetes, medicina (prótese femural), antioxidante e produção de celulase. O resíduo do fruto é descartado, são aproximadamente 16000 t/dia na Região Metropolitana de Belém (PA), cujo desperdicio de matéria prima poderia ser utilizada para a produção de painéis de média densidade, uma fortuna que atualmente está sendo jogada no lixo

Transformar a indústria de denim é, no mínimo, ambicioso, mas para a equipa Indigo Mill Designs (IMD), a sua nova tecnologia de tingimento, em forma de mousse, tem o potencial de alterar a forma como o corante é usado em todo o setor de fabrico de denim. O IndigoZero propõe reduzir os custos de tingimento minimizando a utilização de produtos químicos e e eliminando a utilização de água para lavar. O que funciona com a aplicação do corante em mousse diretamente na fibra, eliminando a necessidade de lavagens.

A Comissão Federal de Regulação Energética (FERC) dos Estados Unidos rejeitou na noite desta segunda-feira (8), de maneira inesperada, o plano do presidente Donald Trump de dar incentivos à indústria do carvão e nuclear no país. O projeto previa incentivos financeiros federais para as indústrias do setor com o objetivo de criar novos postos de trabalho e de evitar problemas na rede de distribuição de energia elétrica. Estimativas apontavam que o plano custaria cerca de US$ 10,6 bilhões por ano aos contribuintes.   

Sobre o perfil de emprego em Engª Química no Reino Unido em 1956 vs. as expectativas de emprego em Engª Química em Portugal e Brasil no ano de 2017




Reino Unido, 1956:

"Uma análise foi feita pela IChemE aos seus membros, membros associados e graduados no Reino Unido, mostra como os engenheiros químicos do país aplicam seus talentos dentro da indústria:
  • 20% estão em administração;
  • 23 % em operação e manutenção de plantas de produção;
  • 20 % em projeto, instalação e construção de novas instalações (e sua manutenção);
  • 22 % em desenvolvimento e pesquisa;
  • 2 % em vendas e serviços tecnológicos;
  • 3 % em ensino;
  • 3% em consultadoria;
  • 7 % dedicam-se as outras coisas."

Fonte: New Scientist - 6 dez. 1956 - Pg. 55

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Lusofonia (Portugal e Brasil), 2017:

Não deixa de ser oportuno e curioso comparar os valores acima descritos para a realidade de 1956 no Reino Unido, com aqueles recolhidos pelo BEQ em 2017 junto de alguns dos nossos leitores (Portugal e Brasil) relativamente às atividades/funções profissionais mais gostariam de desempenhar:

  • 13 % em investigação científica;
  • 20 % engenharia do produto;
  • 19 % projeto de engenharia;
  • 28 % em controlo de processos;
  • 0 % em comércio/venda de produtos químicos;
  • 4% em certificação e auditoria;
  • 5% em consultadoria;
  • 4 % outras atividades.
Assim, volvidos mais de 60 anos, e com as devidas cautelas quanto ao rigor da comparabilidade das matérias, os referidos dados abrem caminho para as seguintes hipóteses (de conclusão):

-  O projeto de engenharia aparenta ser uma saída profissional clássica em engª química, já que em 1956 ocupava cerca de 1/5 dos Engºs Químicos e em 2017 mantém a procura/interesse numa proporção semelhante;
-  A operação de unidades de plantas de produção, se entendidas na atualidade sob o título de "controlo de processos", apresenta também uma concordância entre a realidade de 1956 e expectativa em 2017, 20 % vs. 28 %;
- As atividades de consultoria e vendas/comercial aparentam permanecer como um nicho profissional para os engenheiros químicos, quer nas saídas como na expetativas/motivação de emprego;
- É discutível se alguém com formação em engenharia química afirmará, na atualidade, pretender trabalhar em administração/gestão de empresas, mais do que noutras frentes profissionais associadas a este ramo de engenharia. Não quer dizer que não venham a trabalhar em gestão/administração, mas talvez tais caminhos sejam vistos como um desvio à carreira técnica em engenharia química, e portanto possam não ser antecipados como fortes possibilidades profissionais em 2017.
- Alternativamente, o domínio engenharia do produto surje como uma área que suscita particular procura na atualidade, porventura traduzindo o interesse pela inovação e pela materialização dos conhecimentos técnicos em contributos diretos e tangíveis para a indústria e sociedade em geral.

Sobre a conquista do 1º lugar no mercado dos semicondutores por parte da Samsung, ao fim de 26 anos liderança da Intel




Ao fim de 26 anos e (...)« com uma quota de mercado de 14,6%, a Samsung Electronics destronou a gigante dos chips Intel para se tornar a principal empresa no setor global de semicondutores no ano de 2017, segundo a empresa de pesquisas de mercado Gartner.

"O maior fornecedor de memória, a Samsung Electronics, ganhou a maior parte de mercado com crescimento de 52,6 % na receita e assumiu a primeira posição à Intel. As memórias representaram mais de dois terços de todo o crescimento da receita de semicondutores em 2017 e tornaram-se na maior categoria dentro dos semicondutores, "disse Andrew Norwood, vice-presidente de investigação da consultora Gartner.»

Fonte: Firstpost

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  • Mercado global de memórias (semicondutores), no período 2016-2024:

Espera-se que o mercado global de memórias (semicondutores) cresça a um ritmo acelerado ao longo do período de previsão devido à proliferação de smartphones e aos avanços tecnológicos, juntamente com a crescente popularidade dos dispositivos inteligentes. O mercado emergente de computação móvel e o crescimento do mercado de Solid-State Drives (SSD) também se prevê virem a impulsionar o crescimento do mercado global. Além disso, espera-se que a crescente procura em toda a indústria eletrónica tenha impacto positivo no mercado nos próximos oito anos.

(...) O mercado global de memórias (semicondutores) é segmentado em Random Access Memory (RAM) and Read Only Memory (ROM). (...) O PCRAM tem sido uma tecnologia inovadora no mercado e vem mostrando valor acrescentado e recursos aprimorados, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de energia, e espera-se oferecer vias para o crescimento do mercado no período de previsão.

(...) Os principais agentes que dominam o mercado de memórias (semicondutores) incluem a Toshiba, Samsung, Intel, Crocus Technology, SanDisk Corporation, Micron Technology Inc., IBM, Fujitsu, Cypress Semiconductor, Atmel Corporation, SMIC.

Outras empresas do setor são a NXP Semiconductor , Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, Infineon, NEC Electronics, Texas Instruments, Hynix, Chartered Semiconductor Manufacturing, Renesas, Global Foundries e Everspin Technology.

Fonte: Grand View Research

Sobre a promissora utilização de dióxido de carbono supercrítico ao invés de vapor de água para gerar energia elétrica em turbomáquinas


[1]


O ciclo de energia assente em dióxido de carbono  supercrítico  (SC-CO) usa este fluid como meio de operação num ciclo termodinâmico de Brayton, o qual é serve também de referência para sistemas de turbina a gás natural. Neste caso, o CO é mantido em condições supercríticas ao longo do ciclo,  diferindo assim de um ciclo de Rankine, já que a operação acontece em uma única fase e não há lugar a nenhuma condensação ou mudança de fase. 

O recurso a SC-CO apresenta muitas propriedades únicas que o tornam num fluido de trabalho ideal: este não é explosivo, não é inflamável, não é tóxico, é termicamente estável e prontamente disponível a baixo custo. O CO tem uma propriedades críticas relativamente baixas, nomeadamente uma pressão crítica de 73.4 bar e uma temperatura crítica de 31.3 °C. Consequentemente, o CO pode ser comprimido diretamente para pressões supercríticas e aquecido ao estado supercrítico em condições de operação consideradas moderadas.

[2]


Em estado supercrítico, o CO pode ser quase duas vezes mais denso que o vapor de água. A elevada capacidade calorífica e densidade em relação a outros fluidos de trabalho torna-o energeticamente mais denso. Consequentemente, o tamanho de todos os componentes do sistema, como a turbina e os permutadores de calor, pode ser consideravelmente reduzido, contribuindo para um impato ambiental menor. Para além disso, como o SC-CO opera numa uma única fase, a complexidade do sistema é reduzida. Como resultado, um ciclo de energia sCO é expectável que possa exigir investimentos de capital menores, menores custos de operação e manutenção e, portanto, resultar em eletricidade mais barata.

(...) No entanto, vários aspetos do ciclo SC-CO ainda requerem I&D significativos. Por exemplo, embora os fundamentos e as ferramentas de engenharia para o design da turbina sejam assuntos maduros e confiáveis, a experiência operacional de turbinas de energia SC-CO e turbomáquinas associadas em qualquer escala ou em condições relevantes para operação comercial é ainda limitada. As propriedades de alta densidade, alta pressão e mudança rápida do SC-CO perto do ponto crítico, como a densidade, a viscosidade e as propriedades acústicas, representam um regime relativamente novo e diferente para o design de turbomáquinas. Desafios particulares incluem a escolha de materiais e revestimentos, rolamentos, corrosão, erosão e arrefecimento de lâminas, especialmente em aplicações com uma temperatura elevada à entrada da turbina.

[Em todo o caso,] (...) os ciclos de energia SC-CO possuem um grande potencial para fornecer sistemas alternativos de geração de energia com maior eficiência industrial, com uma captura total de carbono a custos mais baixos. (...) Se forem encontradas soluções para resolver todos os desafios técnicos no desenvolvimento dos ciclos de energia SC-CO, eles poderão oferecer grandes oportunidades para geração de energia futura.
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Fonte: Qian Zhu; Innovative power generation systems using supercritical CO cycles, Clean Energy, Volume 1, Issue 1, 29 December 2017, Pages 68–79.

Revista semanal de imprensa (BEQ.2018.1): xisto, internet, PET, pellets, biocombustíveis, e cana-de-açúcar

Nesta rubrica, o BEQ faz uma compilação de notícias, artigos ou outros conteúdos, descobertos e lidos no decorrer da semana, e que tratam de temas centrais ou conexos com a engenharia química.

O mote é divulgar este ramo engenharia pela promoção e consulta de conteúdos originalmente  publicados por outras fontes que não o BEQ, desde logo blogues, jornais, revistas, ou sites em geral. 

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Os poços de xisto (shale em inglês) estão a criar excesso de oferta por ora, mas sem mais investimentos em projetos maiores e convencionais, pode haver déficit já em 2019, segundo a canadense Suncor Energy.


De acordo com os Data Centers By Sweden - que está a lançar projetos parecidos ao de Estocolmo em todo território -, apenas 10 MW (megawatt) de energia são necessários para aquecer 20 mil apartamentos modernos. Um típico centro de dados do Facebook, por exemplo, usa 120 MW.


A Secex apurou que o valor normal dos filmes PET exportados pelo Barein é de 1,951 mil dólares por tonelada, enquanto o preço de exportação para o Brasil no período foi de 1,517 mil dólares. No caso do Peru, o preço normal apurado foi de 3,622 mil dólares, com o preço de exportação para o Brasil de 1,838 mil dólares por tonelada.


Empresa portuguesa desinveste na fábrica comprada em dezembro de 2014 e com capacidade de produção de 500.000 toneladas por ano. A Navigator anuncia assim a venda do negócio de pellets nos Estados Unidos.


A nova política de biocombustíveis do Brasil (RenovaBio), aprovada no Senado, deverá impulsionar o setor no país e ao mesmo tempo colaborar para o uso de combustíveis renováveis e menos poluentes, disseram representantes da indústria.


Há algumas justificativas para o ‘singelo aumento’ da produção brasileira. A primeira delas é o clima favorável do outro lado do mundo para a produção da cana-de-açúcar. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a proporção de cana-de-açúcar destinada à fabricação de etanol totalizou 53,01% desde o início da safra 2017/2018 até 16 de dezembro. Na segunda quinzena de novembro, essa proporção alcançou 63,17%.

Sobre competências profissionais e tendências tecnológicas que irão moldar a profissão de engª química na década de 2020




As tecnologias de grandes dados (big data) e nuvem (cloud) são  cada vez mais importantes, forçando a reinterpretação da especificidade do trabalho dos engenheiros no setor de energia e petroquímica.

O paradigma da proliferação de grandes dados transmitidos em tempo real tem vindo a comprimir os prazos para a tomada de decisões, levando a que a pressão para fornecer resultados imediatos em termos de operações seguras, confiáveis e lucrativas se tenha intensificado.

Por outro lado, (...) oportunidades tentadoras foram abertas para profissionais resilientes e experientes em tecnologia, que podem aproveitar ambas as tecnologias emergentes e alavancar suas habilidades de engenharia tradicionais. (...) O conjunto de competências necessárias para engenheiros tem vindo a mudar enormemente dentro da indústria de energia e química. Verifica-se uma grande necessidade de combinar o conhecimento de fundamentos de engenharia de petróleo e química e os princípios conexos com a análise de grandes de dados, bem como de alavancar a inteligência artificial para fornecer novos conhecimentos de um modo mais económico. Os novos engenheiros têm a chance de aproveitar essas tecnologias e fazer parte do desenvolvimento e implementação de mudanças importantes nesta indústria.

Por exemplo, (...) em toda a indústria de energia e química, a existência de mais sensores para monitoramento de temperatura, pressão, vibração e fluxo permitem uma maior proximidade à realidade ao otimizar as condições de operação. Por via do intenso monitoramento em tempo real, composição química e outras propriedades físicas permitem detetar problemas também em tempo real, melhorando a produtividade e a segurança.
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Fonte: Information Age, por Duncan Micklem (strategy director, KBC)


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Por outro lado, o futuro do trabalho em engenharia química pode também ser cruzado com as grandes linhas de tendência previstas para o trabalho em geral, em matéria de competências-chave, segundo o o Fórum Económico Mundial. 

Nos cinco anos que unem 2015 a 2020, verifica-se a permanência da competência para "resolver problemas complexos" no top. Em segundo lugar, e focando na projeção para 2020, surge o "pensamento crítico", competência que certamente comunica com a capacidade de resolver problemas complexos. Curiosamente, a "criatividade" foi a competência que mais se valorizou desde 2015, saltando da 10ª para a 3ª. Percurso mais estável teve a competência "gestão de pessoas", a qual se mantêm no top 5 de ambas as edições (2015 e 2020). Esta última é complementada (ou reforçada) pela competência de se "coordenar com outras pessoas", a qual já em 2015 constava na lista das 5 capacidades com mais prioridade. As demais posições do ranking de 2020 compreendem competências: "inteligência emocional", "julgamento e tomada de decisões", "orientação para os serviços", "negociação" e "flexibilidade cognitiva".


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Será pelo menos do cruzamento destas duas frentes que a profissão da engenharia química virá a ser moldada nos próximos anos.

Sobre o investimento de 6 M€ da FACOL em Famalicão (Portugal), e o reforço na aposta em tinturaria de fios

"Fundada em 1977, em Serzedelo, a Facol - Faria & Coelho iniciou em 2015 o processo de criação de uma nova unidade em Pedome, com a aquisição e reabilitação de uma unidade industrial. A Facol concluiu, entretanto, a transferência de todo o processo produtivo, num investimento que excede os 6 milhões de euros.

Também no âmbito desta deslocalização, a Facol, que se dedica ao tingimento, branqueamento e comercialização de fios tingidos, colocou recentemente em curso a ampliação das instalações para receber os escritórios e outros serviços da empresa, num investimento adicional de 400 mil euros que, à semelhança do anterior, foi reconhecido pela câmara municipal de Vila Nova de Famalicão como de interesse municipal.

O novo projeto de investimento da Facol, que faturou 5 milhões de euros no ano passado, vai criar 15 postos de trabalho adicionais, passando a empresa a empregar 95 funcionários em Pedome."

Fonte: Fashion Network

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  • Sobre a FACOL




"A Facol encontra-se especializada numa fase intermédia da cadeia de valor do sector têxtil (tingimento), oferecendo uma vasta gama de serviços e destacando-se claramente da concorrência ao tingir qualquer tipo de fio e fibra (mais de 100 variedades de fios em algodão, polyester, viscose, lyocel, linho, lycra e misturas de fibras), procurando evoluir constantemente e melhorarando os seus processos de fabrico equalidade do produto final.

A Facol dedica-se também à comercialização de Fios têxteis tingidos destinados à Indústria Têxtil e complementa a sua oferta com serviços de Bobinagem, Parafinação e Torcedura. Têm também ao seu dispor uma série de tratamento específicos dos quais se destacam o Tratamento ignífugo e o tratamento repelente, que permitem, respectivamente aumentar a resistência ao fogo e impermeabilidade dos fios têxteis. De destacar também a disponibilidade para o tingimento multicolor"

Fonte: FACOL
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