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Sobre a empresa Ecoslops, e a micro-refinação de resíduos de hidrocarbonetos dos tanques de navios



Os navios de transporte de petróleo acumulam no fundo dos seus tantes resíduos à base de hidrocarbonetos, os quais são conhecidos como "slops" . A legislação internacional proibe a descarga destes resíduos para o oceano, obrigando a que sejam descarregados nos portos martítimos onde os navios atracam. Na maior parte dos casos os slops são incinerados. Em alternativa, a empresa francesa Ecoslops propõe-se a realizar a micro-refinação deste material no sentido de o transformar em combustíveis e betumes.

"slops" antes de ser processado (à esquerda) 
e depois (à direita)


O processo da Ecoslops envolve a separação dos hidrocarbonetos, água e sedimentos através de um aquecimento inicial, seguido de uma decantação e centrifugação. Os hidrocarbonetos são depois encaminhados a uma coluna de destilação a vácuo e levados à evaporação a temperaturas até 400ºC. Com isto vários produtos são produzidos, nomeadamente combustíveis e betumes.

E Ecoslops tem desde 2015 uma unidade industrial instalada no Porto de Sines (Portugal), com capacidade de produzir anualmente 25 mil toneladas de combustível reciclado. A empresa tem também planos de expansão para a França e Médio Oriente, através de construção de novas unidades.



  • O processo da  Ecoslops


Sobre as 15 melhores instituições para cursar engenharia química, no Brasil, em 2016




  • Sobre este ranking:

O RUF (Ranking Universitário Folha) é uma avaliação anual do ensino superior do Brasil feita pela Folha desde 2012.

Na edição de 2016 há dois produtos principais: o ranking de universidades e os rankings de cursos.

No ranking de universidades estão classificadas as 195 universidades brasileiras, públicas e privadas, a partir de cinco indicadores: pesquisa, internacionalização, inovação, ensino e mercado.

No ranking de cursos é possível encontrar a avaliação de cada um dos 40 cursos de graduação com mais ingressantes no Brasil, como administração, direito e medicina, a partir de dois indicadores: ensino e mercado. Em cada classificação são considerados os cursos oferecidos por universidades, por centros universitários e por faculdades.

Os dados que compõem os indicadores de avaliação do RUF são coletados por uma equipe da Folha em bases de patentes brasileiras, em bases de periódicos científicos, em bases do MEC e em pesquisas nacionais de opinião feitas pelo Datafolha.

A equipe do RUF pode esclarecer dúvidas metodológicas sobre os diferentes rankings, mas não fornece informações sobre processos seletivos, matrículas, calendário escolar e valor de mensalidades das instituições de ensino superior do país.


Sobre a inauguração de um "cervejoduto" em Bruges (Bélgica), para evitar camiões no centro de histórico desta cidade



"Bruges, na Bélgica, inaugura, esta sexta-feira à noite, 3 km de um, chamemos-lhe, “cervejoduto”, cerveja canalizada diretamente da fábrica para o centro da cidade. Para ser servida na cervejaria De Halve Maan.

O objetivo desta obra, que levou dez meses até estar concluída, é ajudar a preservar a cidade que é Património Mundial da Humanidade fazendo com que os camiões de transporte de cerveja deixem de passar pelo centro histórico.

O projeto custou 3.9 milhões de euros, cerca de 10 por cento do financiamento foi conseguido através de crowdfunding.

A canalização subterrânea vai fazer chegar ao centro de Bruges 4 mil litros de cerveja por hora."

Fonte: Euronews


Sobre os resultados da 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior 2016/2017, na área de engenharia química



Os resultados da 1ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior do ano de 2016 foram publicados. Na área de engenharia química, as Universidades de Aveiro, Coimbra, Lisboa e Porto, bem como o Instituto Politécnico desta última cidade preencheram todas as vagas disponíveis, totalizando 308 estudantes.

Os resultado indicam que houve uma maior procura de colocação nas cidades de Lisboa e Porto, em detrimento de Aveiro e Coimbra. No Porto, verificou que o Instituto Politécnico e a Universidade dessa cidade tiveram ambos alunos com as médias mais elevadas, perdendo apenas para a Universidade de Lisboa, onde o último colocado na 1ª fase apresentou uma nota de 15.85 valores.

Para a segunda fase do concurso nacional, estão ainda disponíveis um total de 60 vagas em engenharia química: 30 no Instituto Politécnico de Bragança e 30 no Instituto Politécnico de Lisboa.



Sobre a aposta da AGQ Labs Portugal num novo laboratório de química no valor de 1 M€


AGQ Labs Portugal é uma filial do AGQ Labs Corporate, centro tecnológico internacional, com presença em mais de 20 países. Em Portugal, no sector agroalimentar já contava com uma presença há mais de 15 anos, através de uma delegação comercial em Santarém e dependo do laboratório de Espanha. Fruto da aposta de consolidação em Portugal, em Janeiro de 2015 adquiriu o laboratório Controlab, Lda. com o objetivo de poder oferecer um serviço mais próximo, mais ágil e mais eficiente.

Fonte: ACQ Labs



***


O laboratório de microbiologia que a AGQ Labs Portugal, inaugurado em Alcochete, resultou num investimento de um milhão de euros, representando, na opinião de Pedro Magalhães, diretor geral da AGQ Labs Portugal, uma verdadeira aposta na consolidação da empresa em terras nacionais. Com o aumento das perspetivas de negócio, a AGQ Labs, que empregava oito trabalhadores qualificados em 2014, prevê agora terminar 2016 com 24 colaboradores.

(...)
O novo laboratório, reconhecido pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC) e pelo IAS, organismo norte-americano de certificação, está equipado com a mais moderna instrumentalização analítica e equipamentos tecnológicos de ponta, que permitirão fornecer serviços de análise, ensaios avançados e de engenharia química especializada mais adequados, aumentar a produtividade e a eficiência de forma cada vez mais sólida, tendo sempre em vista a preservação do meio ambiente e o aproveitamento sustentável dos recursos naturais. 


(...)

Em 2014 a AGQ Labs Portugal faturou 400 mil euros, tendo este valor aumentado para um milhão de euros em 2015, ano em que a quota exportação se situou em 55%. No final de 2016, a empresa espera aumentar o volume de negócio em 50% e manter a quota de exportação na mesma percentagem de 2015. 

Fonte: Dinheiro Vivo | 05-09-2016



Sobre a estimativa da consumo de energia nos EUA, em 2015



Sobre a empresa Amyris, presidida pelo português John Melo, e a produção de combustíveis e outros produtos sustentáveis através de biotecnologia



Liderada pelo português John Melo, que reside nos EUA desde 1973, a Amyris é uma empresa cotada na bolsa americana Nasdaq, que "tem trabalhado – e é uma das líderes no mundo – em biologia sintética (a capacidade de modificar ADN). " Mais objectivamente, a Amyris dedica-se a programar "o ADN de micro-organismos da mesma maneira que programamos o software para um computador."


Usam "como matéria-prima, para esses micro-organismos, o xarope extraído da cana-de-açúcar, que o convertem em produtos como cosméticos, aromas, aromatizantes, combustível para aviões, polímeros para pneus – são muitos produtos diferentes que usamos em todo o mundo."

Segundo Melo, "Tínhamos um objetivo para 2016: criar um centro de biotecnologia. A ideia de que o faríamos com a Católica veio depois do objetivo inicial. Depois de conhecer as capacidades da Católica, apercebemo-nos que era a melhor universidade para criar este hub em Portugal. Fazê-lo em Portugal, no Porto, e torná-lo um centro europeu para a bioenergia e bioprodutos."


Acrescenta que "o objetivo é fazer investigação aplicada, e não investigação básica. Isto é realmente importante: não estamos a fazer Ciência para desenvolver nova Ciência, estamos a fazer Ciência para desenvolver produtos agora. E esperamos ter novos produtos, para as companhias europeias, a sair daquele instituto de investigação todos os anos."


Antes de presidir à Amyris, John Melo trabalhou durante 
cerca de uma década na britânica BP e, numa fase mais inicial da carreira,
 foi também colaborador da consultora Ernst & Young


De entre o portfólio de produtos, destaque para os produtos afetos ao setor dos combustíveis: ". Temos um gasóleo renovável, líder a nível mundial, que vendemos para os autocarros de São Paulo – chamamos-lhe “diesel de cana” [projeto Biofene]. É o único combustível renovável que a Mercedes permite que a cidade de São Paulo use nos autocarros da marca. Este é um exemplo de como a performance do produto é melhor dos derivados do petróleo atuais."


"E temos um combustível renovável para aviões em parceria com a Total, a petrolífera francesa. A Total detém 30% da Amyris, são a nossa maior acionista, e acreditamos que os nossos combustíveis renováveis, tanto o gasóleo como o combustível para aviões, são os melhores combustíveis a nível de desempenho disponíveis hoje em dia em todo o mundo. O desafio é conseguir ter preços competitivos em relação ao crude, mas esperamos chegar lá até 2020-2021."


E como começou, afinal a Amyris? 

"A nossa empresa começou com uma ideia de que podíamos modificar micro-organismos, neste caso leveduras – as mesmas leveduras que fazem o pão, cerveja ou vinho -, alterando o ADN e programá-los para produzir os produtos que queremos. E esse foi um projeto que partilhámos com a Fundação Gates: reduzir os custos do medicamento mais importante no tratamento da malária de maneira a podermos salvar mais crianças. A Fundação Bill e Melinda Gates acharam que era uma boa ideia e financiaram a empresa, juntamente com outras organizações, num total de 42 milhões de dólares [cerca de 38 milhões de euros]. E foi assim que a nossa empresa teve início."


Fonte: Observador

Sobre a «vulcanite», o primeiro plástico semi-sintético da história dos polímeros



Até 1856, estes materiais [compostos orgânicos] eram obtidos de fontes naturais (…). Em meados do século XIX, fizeram-se tentativas para modificar quimicamente alguns polímeros naturais, de forma a melhorar as suas propriedades, ou alterá-las de modo a encontrar substitutos para materiais naturais, cada vez mais caros e raros.

A «vulcanite» é um exemplo dessas tentativas, em que o objetivo foi melhorar as propriedades da borracha natural. Como a borracha se torna mole e pegajosa durante o tempo seco e quente e rígida durante o frio, tentou solucionar-se o problema procurando o métodos que tornassem mais prático o seu emprego.

A borracha natural, quando tratada com enxofre, produz um produto a que se chamou «vulcanite», também conhecido como «ebonite» ou borracha dura. Tal tratamento transforma a borracha num material útil e resistente. A «vulcanite» é considerada como o primeiro plástico semi-sintético, visto ter sido produzida a partir da borracha natural, cuja composição e propriedades se alterava quimicamente por adição do enxofre, sob condições controladas.

Fonte: Callapez, M.E, Os Plásticos em Portugal - A origem da indústria transformadora, Editorial Estampa, 2000 (Livro)
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Rolhas de cerveja em vulcanite



Próteses dentárias em vulcanite

Sobre a gutta percha: uma resina natural que fica na história como o isolante dos primeiros cabos elétricos submarinos




"A «gutta percha», uma resina natural obtida por incisão de certas árvores do Extremo Oriente ou por trituração de certas folhas, veio a ser comercialmente importante pelas suas propriedades isoladoras, particularmente o seu uso no revestimento de cabos telegráficos subaquáticos. 

Em 1850/1851, este material foi utilizado para revestir o primeiro cabo submarino colocado entre Inglaterra e França. Encontrou ainda outras aplicações como por exemplo na produção de bolas de golfe e em cirurgia dentária."

Fonte: Callapez, M.E, Os Plásticos em Portugal - A origem da indústria transformadora, Editorial Estampa, 2000 (Livro)

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Fábrica de revestimento de cabo elétrico com gutta percha.

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"Quimicamente o material conhecido como Gutta Percha consiste num isómero trans de poliisopreno. A sua estrutura química é trans 1,4- poliisopreno. Devido à proximidade da sua estrutura com a da borracha natural (a qual é um isómero cis do isopreno) existem semelhanças com este material, mas as suas propriedade mecânicas assemelham-se mais àquelas exibidas por polímeros cristalinos."

Fonte: Prakash et al, Gutta-percha - An Untold Story, Endontology
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A Gutta Percha é obtida a partir da espécie Palaquium gutta.


Sobre o preço do barril de petróleo e os negócios de fusão e aquisição na indústria petrolífera



Historicamente, o preço do barril de petróleo tem sido um dos factores mais determinantes para a criação de valor da indústria petrólífera e de gás natural. Precisamente por esse motivo, muitas das estratégias de fusão e aquisição (M&A) que se revelaram frutíferas nos últimos 15 anos podem  não funcionar na conjuntura atual, onde o preço do barril não tem uma tendência crescente.

É um facto que muitas das indústrias que negoceiam commodities buscam consolidação durante ciclos de baixa económica, os quais se traduzem por contextos em que a oferta excede a procura, os preços caiem e a competição aquece. A indústria do petróleo e gás natural não é exceção. De 1998 a 2000, mais de 25 negócios superiores a mil milhões de dólares foram realizados na América do Norte, incluindo as megafusões da BP-Amoco, Exxon-Mobil, e Chevron-Texaco. No total, estes negócios totalizaram 350 mil milhões de dólares em apenas 2 anos.

Porém, de todos os negócios ocorridos entre 1986 e 1998, apenas os megadeals superaram o seu valor de mercado 5 anos após o anúncio do negócio. Períodos de preços de estáveis convidam a um enfoque em sinergias de custos e escala de produção. 

Contrariamente, durante 1998 e 2014 os preços tenderam a subir, e mais de 60% dos negócios de fusões e aquisições superaram o seu valor de mercado 5 anos. Sem surpresa, o contexto de subida de preços recompensa mais os negócios que o focam o crescimento através da aquisição de ativos existentes ou novos. 

Com os preços novamente em baixa, a conjunta atual situa-se novamente na situação menos fértil para a criação de valor através de aquisições e fusões, o que contraria a referida tendência para a consolidação que existe na campo das commodities.




Fonte: Mergers in a low-oil-price environment: Proceed with caution, McKinsey & Company - May 2016
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