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Sobre ser engenheiro em 1902, ou a qualquer momento entre 1850 e 1950, e em como era participar de uma grande aventura (Samuel C. Florman)




"Ser engenheiro em 1902, ou a qualquer momento entre 1850 e 1950, era participar de uma grande aventura, ser líder numa grande cruzada. A tecnologia, como todos podiam ver, estava a produzir avanços milagrosos e, como consequência natural, as perspectivas para a humanidade estavam a tornar-se cada vez mais brilhantes.

A cada poucos meses, parecia que alguma nova maravilha tecnológica era revelada e recebida com entusiasmo público. Havia maravilhas de transporte - comboios, transatlânticos, elétricos, metros, automóveis, dirigíveis e aviões, maravilhas da comunicação - telégrafo, telefone, fonógrafo, cinema, rádio e televisão; maravilhas da construção, - pontes, túneis, represas e arranha-céus; novas fontes de energia milagrosas - motores a vapor, motores a gasolina, motores a diesel, dínamos eléctricos; novos materiais maravilhosos - aço, petróleo, alumínio, rayon e plásticos; maquinaria para poupar trabalho e expandir a produção - ceifeiras, teares, prensas, guindastes e tornos; e, é claro, as inúmeras conveniências da vida quotidiana que forneceram talvez as maiores emoções de todas - máquinas de costura, WC, máquinas de escrever, bicicletas, câmeras, relógios, luzes elétricas, geladeiras, aparelhos de ar condicionado e assim por diante."

The Existential Pleasures of Engineering - Samuel C. Florman  (Livro)
Edição de 1996 (primeiramente publicado em 1976)



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